Coisa de Mãe

6 de setembro de 2008

por Christianne Alcantara

Meu filho passou a contar estrelas

Pessoal, tenho que recomendar esta peça. Aliás, já deveria ter recomendado, mas não vou repetir que estou sem tempo… Já repeti. Bem, é maravilhosa. É linda, como tudo que tem uma boa dose de simplicidade. Um menino, Jorginho, quer descobrir quantas estrelas existem no céu. Nessa busca, ele tem a oportunidade de viajar. Dá um pulinho no céu e se encontra com uns santos por lá… Em resumo, uma doce aventura… Não preciso dizer que João Marcelo adorou! Além de ser boa mesmo, a peça conta com um aspecto muito particular: Uma grande amiga minha é uma das atrizes! Laís Castro, minha amiga do peito e de todas as horas (literalmente), embora nem sempre estejamos fisicamente próximas, faz parte da peça. Sua disposição para o novo é impressionante e um exemplo! Se João Marcelo adorou a peça, eu amei por mais esses motivos extras… Não percam!

3 de setembro de 2008

por Christianne Alcantara

Vontade de estar junto

No post anterior, falei em saudade. Saudade do blog, de vocês… Mas, depois de dez anos de terapia, a gente se acostuma a pensar, a refletir, a analisar… Na verdade, embora não tenha expressado claramente, estou também com uma enorme saudade de João Marcelo. Logo depois que ele nasceu, minha vida mudou. Tinha um trabalho que me consumia manhã, tarde e noite, além de dar aulas noturnas em uma faculdade. Então, decidi que tudo isso ia mudar. E mudou. Saí desse emprego e passei a ser uma profissional que trabalha só um horário (eu sei: É bom demais!). Pela manhã, estou no meu trabalho. À tarde, estou com João Marcelo! Duas vezes na semana, dou aulas à noite, mas aí ele já está dormindo… Ultimamente, a minha rotina mudou. Estou envolvida com outro projeto (temporário, graças a Deus) e as tardes não têm sido dedicadas a ele. Ai que saudade que dá! Que vontade de estar junto dele, conversando, trocando idéias, sorrindo e curtindo muito essa fase maravilhosa da faixa etária dos dois aos quatro anos – quer dizer, dizem que é de dois a quatro anos, ainda não sei se só vai até aí toda a maravilha… Para mim, maravilhoso é tê-lo, é ser mãe dele, é beijar aquelas bochechas lindas e vê-lo se dobrar de rir e falar: “Pára com isso, mamãe, por favor…” Maravilhoso é fazer cócegas nele, brincar de esconde-esconde e de pega-pega (ele nomeou “pega-pega” e faz sentido, claro, se é “esconde-esconde”…). Estou com saudades de tudo isso, mas principalmente de estar inteira com ele. Ontem, tive um tempo e o levei à Livraria Cultura (ele adora esse programa), mas eu estava impaciente, com a cabeça a mil por hora, pensando em outras coisas e nas inúmeras tarefas que ainda precisava administrar e executar. Não foi bom. Foi quando entendi a frase: “a qualidade do tempo é muito importante”. Para mim, “qualidade e quantidade” sempre foram muito importantes, mas elas sempre estiveram associadas (pelo menos, eu sentia assim: o tempo que eu dedicava ao meu filho era sempre de qualidade). Ontem, percebi que estava dedicando pouco tempo a ele e a qualidade era zero naquele momento. Enfim, um dia de cada vez… Hoje tudo pode ser diferente. O ser humano tem essa capacidade de se reinventar para continuar seguindo em frente. Vou reinventar o dia de hoje. São 5h30 da manhã… dá tempo.

1 de setembro de 2008

por Christianne Alcantara

Saudades

Ai que saudade de falar em (ou de) filhos (as)… Que saudade de falar na maternidade, no amor, na realização e na paz que essa condição materna nos oferece… Uma saudade enorme de falar de algo que vivenciamos intensamente… Saudade de refletir sobre essa intrigante aventura que é ser mãe… Ao mesmo tempo, cheguei à conclusão que a mãe de Cazuza já havia chegado: “Só as mães são felizes”… Filhos (as) sofrem, têm que administrar esse amor enorme que é o amor maternal e o paternal… e ainda retribuir. Imaginem a intensidade da demanda! Poderíamos investir um pouco mais (nós, pais e mães) em um amor mais leve, menos exigente… Muitas vezes nos dedicamos com tantas expectativas que essa dedicação não se traduz em amor, mas em egoísmo. Amor é mais despretensioso, é menos sufocante… E lá vou eu tentando definir logo o amor… Esse sentimento indescritível que faz a gente gemer de dor e estremecer de alegria! A insustentável leveza de amar é um objetivo a perseguir. Sem cobranças, sem tantas angústias… Como cantaria Marisa Monte: “Só este amor assim descontraído”. É, hoje, depois de tantos dias longe de vocês, sou só nostalgia. Estou repensando tudo e, ao mesmo tempo, tenho a estranha sensação de que não preciso repensar nada, basta esperar o tempo passar e permitir que setembro chegue em toda a sua plenitude, revestido de um sol escaldante. Ah, tenho que me lembrar: é preciso viver um dia de cada vez…

22 de agosto de 2008

por Christianne Alcantara

O mundo não vai se acabar com a ampliação da licença-maternidade…

…acompanhe a polêmica!!!
NOVA LICENÇA-MATERNIDADE VAI REDUZIR CUSTOS DO SUS

Do blog de Josias de Souza

O ministério da Saúde está soltando fogos. Festeja-se a confirmação de que Lula vai sancionar a lei que amplia de quatro para seis meses a licença-maternidade. Estima-se que haverá dois tipos de benefício. Além de reduzir o risco de doenças nas crianças com até dois anos, vai melhorar a saúde das arcas do SUS. Os técnicos da Saúde estimam que o aleitamento materno nos primeiros meses de vida pode reduzir em 13% as mortes de crianças com menos de 5 anos. Afirmam que, alimentado exclusivamente no peito, o bebê fica menos sujeito a males como diarréia, pneumonia, diabetes, câncer e alergias. Só em 2007, foram aos leitos de hospitais públicos 179.467 crianças acometidas de diarréia. Outras 321.310 foram internadas com pneumonia. Juntas, essas internações sorveram dos cofres do SUS notáveis R$ 246,8 milhões no ano passado. É uma das cifras que o ministério espera ver reduzidas. Para o ministro José Gomes Temporão (Saúde), os benefícios da ampliação da licença maternidade são “incontestáveis.” Ele diz: “Toda estrutura emocional e mesmo biológica tem uma forte relação com aleitamento ao seio materno…” Tem relação direta “também com a prolongação de um contato entre a mãe e o bebê nesse período tão difícil e tão crítico…” Temporão completa: “Os benefícios, do ponto de vista de saúde pública, são incontestáveis.” De resto, a nova lei ajusta-se às recomendações da Organização Mundial da Saúde e do próprio governo brasileiro. Seis meses é justamente o prazo mínimo durante o qual, segunda a OMS e a pasta da Saúde, os bebês precisam ser alimentados exclusivamente com leite materno. Uma recomendação que, no Brasil, vem sendo solenemente negligenciada. Os arquivos do ministério da Saúde armazenam uma sondagem de 1999. Foi feita nas capitais e no Distrito Federal. Revela que apenas 9,7% dos bebês eram alimentados exclusivamente no peito da mãe entre cinco e seis meses de idade. Em 2006, realizou a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher. Trouxe um dado menos alarmante. Mas ainda longe do ideal. Constatou-se que escassos 45% dos bebês alimentavam-se exclusivamente de leite materno nos primeiros quatro meses de vida. Ou seja, para que a nova lei se traduza em benefícios às crianças e ao orçamento da Saúde, as mães brasileiras terão de converter a letra fria da lei em leite.

14 de agosto de 2008

por Christianne Alcantara

Debate: Ampliação da licença-maternidade beneficia a sociedade brasileira?

Meninas, vamos debater por meio do blog a licença-maternidade. O que vocês acham? Essa discussão é fundamental para que a gente chegue a um consenso sobre a ampliação da licença e seus benefícios. Quem achar que a questão pode trazer problemas à empregabilidade feminina, também se posicione. Espero comentários! Votem também na enquete!

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