Coisa de Mãe

Saudades

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Ai que saudade de falar em (ou de) filhos (as)… Que saudade de falar na maternidade, no amor, na realização e na paz que essa condição materna nos oferece… Uma saudade enorme de falar de algo que vivenciamos intensamente… Saudade de refletir sobre essa intrigante aventura que é ser mãe… Ao mesmo tempo, cheguei à conclusão que a mãe de Cazuza já havia chegado: “Só as mães são felizes”… Filhos (as) sofrem, têm que administrar esse amor enorme que é o amor maternal e o paternal… e ainda retribuir. Imaginem a intensidade da demanda! Poderíamos investir um pouco mais (nós, pais e mães) em um amor mais leve, menos exigente… Muitas vezes nos dedicamos com tantas expectativas que essa dedicação não se traduz em amor, mas em egoísmo. Amor é mais despretensioso, é menos sufocante… E lá vou eu tentando definir logo o amor… Esse sentimento indescritível que faz a gente gemer de dor e estremecer de alegria! A insustentável leveza de amar é um objetivo a perseguir. Sem cobranças, sem tantas angústias… Como cantaria Marisa Monte: “Só este amor assim descontraído”. É, hoje, depois de tantos dias longe de vocês, sou só nostalgia. Estou repensando tudo e, ao mesmo tempo, tenho a estranha sensação de que não preciso repensar nada, basta esperar o tempo passar e permitir que setembro chegue em toda a sua plenitude, revestido de um sol escaldante. Ah, tenho que me lembrar: é preciso viver um dia de cada vez…

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