Coisa de Mãe

10 de novembro de 2008

por Christianne Alcantara

Por que? Por que? Por que?

Todo mundo já ouviu falar na fase em que as perguntas das crianças começam assim: “Por que…?” Mas vocês já viveram essa fase como mães? Nossa, temos que entender de um tudo! Às vezes, fica difícil responder. Por exemplo: “Por que as nuvens moram no céu, mamãe?”, “Por que o sol vai embora?”, “Por que o sapo gosta de mosquito?”… Gente, às vezes, é preciso se controlar. Imagine conseguir uma resposta razoável para todas essas perguntas nas horas mais inusitadas… E na frente de outros coleguinhas? João Marcelo olha para eles e diz: “Mamãe sabe”. E lá vem, para provar o quão sabida é a mãe: “Mamãe, por que…?” É claro que é muito saudável. E eu fico orgulhosa pela curiosidade dele. Quando ele começa com “por que…?”, eu me tremo toda, mas que eu acho lindo, ah, isso eu acho! E não posso negar que considero todas as perguntas muito inteligentes! É Coisa de mãe acreditar que o (a) filho (a) é o máximo! É algo visceral, gente! Inevitável! Afinal, se mãe é mãe, filho (a) é filho (a)…

30 de outubro de 2008

por Christianne Alcantara

Autonomia, do grego

Filhos crescem mesmo. A gente sempre diz que eles precisam crescer, mas é Coisa de mãe achar que eles estão crescendo muito rápido. E tem uma palavra que a Psicologia e a Pedagogia gostam de usar: Autonomia. Vem do grego. Autos significa por si só e nomós quer dizer lei ou território. Seria o ato de definirmos por nós mesmos os nossos limites, as nossas regras, os nossos domínios… É difícil pensar que uma criança de menos de três anos já esteja desenvolvendo autonomia… O fato é que quanto mais cedo eles começam, tornam-se mais seguros e aprendem a tomar suas próprias decisões. Na teoria, é tão lindo! Qual é a mãe que não quer um (a) filho (a) seguro (a) de si, capaz de traçar sua própria estória? Ao mesmo tempo, qual é a mãe que não olha para o (a) filho (a) como se ainda fosse um bebê? Esta semana estávamos na sala de espera de um consultório e uma moça disse, referindo-se a João Marcelo: “Que bebê mais lindo!” Ele olhou para mim e disse: “Mamãe, ela me chamou de bebê…” Meio indignado, meio triste. Como quem diz: Ela não vê que já sou grande? Na hora, sorri, mas não dei muita atenção. Depois observei que meu bebê não tinha gostado de ser chamado de “bebê”. Será que ele não vê que ainda é um bebê? Ou será que eu não vejo que ele já não é um bebê? Ou vejo, mas não quero ver? Ser ou não ser um bebê: Eis a questão. Baby, do inglês.

29 de outubro de 2008

por Christianne Alcantara

O vôo necessário

Reli um texto de Clarice Lispector que me marcou muito, pela beleza, há algum tempo (nem lembro se já o transcrevi aqui para o blog). Hoje, depois de escrever o último post, lembrei-me de que havia parafraseado o texto e vou transcrevê-lo (talvez pela segunda vez, mas não importa). Hoje, lembrei-me dele, não pela beleza apenas, mas pela experiência que vivi. Sendo assim, o significado adquire uma intensidade bem maior para mim:

“Quanto a meu filho, o nascimento dele não foi casual. Eu quis ser mãe. O menino está aqui, ao meu lado. Eu me orgulho dele, eu me renovo nele, eu acompanho seus sofrimentos e angústias. Sei que um dia abrirá as asas para o vôo necessário, e eu ficarei sozinha. Quando eu ficar sozinha, estarei seguindo o destino de todas as mulheres.”

29 de outubro de 2008

por Christianne Alcantara

Novidade: Os filhos crescem

Não sei se vocês se recordam, mas, em posts anteriores, falei sobre o fato de que eu coloco meu filho para dormir. Sei que ele já tem quase três anos, já deve dormir sozinho, blábláblá… Bom, ele dorme comigo. Ultimamente, tenho tentado fazer com que, aos poucos, ele fique sozinho na hora do sono. A primeira estratégia não deu certo: Ficava com ele, conversava um pouco e depois dizia que precisava fazer alguma coisa e já voltava. Como faço questão de estabelecer uma relação de confiança com meu filho, volto mesmo. Não funcionou. Ele ficava esperando minha volta. Ontem, não o coloquei para dormir. Estava dando aula. Na segunda, entretanto, a estratégia foi outra: Olhei para ele e disse que precisava conversar com o pai dele e que ele poderia dormir com a abelha Bizzz, um bichinho de pelúcia que batizamos de Bizzz. Primeiro, ele perguntou: “Por que, mamãe?” Expliquei: “Preciso combinar algumas coisas com papai, filho, coisa de adulto”. Ele respondeu, do alto dos seus dois anos e dez meses: “Tá bom, mamãe. Beijo.” Saí do quarto, pensativa, e cheguei à conclusão de que os filhos crescem. Para mim, mãe de um único filho (por enquanto), foi uma grande descoberta. Dolorosa, mas bela.

28 de outubro de 2008

por Christianne Alcantara

Uma relação muiiiito delicada II

Pois é, continuo à procura de babás! A última foi embora. Já chegou outra na sexta e já vai embora também! Essa não tem qualquer bom senso! Realmente, estou colada em João Marcelo porque acho que a moça é muito despreparada mesmo! Ele olhou ontem para mim e disse na lata: “Mamãe, não gostei dessa amiguinha nova, não!” Eu me contive, mas tive uma vontade de dizer: “Não é à toa…” Não me entendam mal: Ela é boazinha, simpática, mas não tem noção, é muito bobinha, mais boba do que meu filho de menos de três anos… Vocês devem estar pensando: “Que mãe é essa que mantém uma pessoa assim? Já deveria ter dispensado a moça!” Também acho, mas é que estou esperando a próxima que deve chegar… amanhã. Enquanto isso, a minha cozinheira – que criou meu sobrinho – vai me ajudando. A sorte é que, quando estou trabalhando, João Marcelo está no colégio. À tarde, estamos juntos e a babá fica só no operacional… Estou exausta! Que venha a próxima!

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