Reli um texto de Clarice Lispector que me marcou muito, pela beleza, há algum tempo (nem lembro se já o transcrevi aqui para o blog). Hoje, depois de escrever o último post, lembrei-me de que havia parafraseado o texto e vou transcrevê-lo (talvez pela segunda vez, mas não importa). Hoje, lembrei-me dele, não pela beleza apenas, mas pela experiência que vivi. Sendo assim, o significado adquire uma intensidade bem maior para mim:
“Quanto a meu filho, o nascimento dele não foi casual. Eu quis ser mãe. O menino está aqui, ao meu lado. Eu me orgulho dele, eu me renovo nele, eu acompanho seus sofrimentos e angústias. Sei que um dia abrirá as asas para o vôo necessário, e eu ficarei sozinha. Quando eu ficar sozinha, estarei seguindo o destino de todas as mulheres.”