Coisa de Mãe

13 de março de 2009

por Christianne Alcantara

O dilema do rosa

Pessoal, esta é a fantasia de elefante que ele usou!

Véspera da sexta-feira gorda. Uma gripe de matar. Não consegui sequer me levantar para ir ao trabalho. No dia seguinte, seria o carnaval da escola de João Marcelo. Faltava a fantasia. Lá pelas 4 da tarde, tomei coragem (e olha que é preciso muiiita para enfrentar o centro da cidade do Recife às vésperas do Carnaval…), levantei da cama e fui para o vuco-vuco, nome de batismo do centro comercial recifense. A decisão mais sábia: Vou de táxi. A cidade estava interditada para todo lado. O taxista sugeriu ir pela Avenida Sul. Engarrafamento. Os carros alegóricos do Galo da Madrugada já estavam alinhados e posicionados como se o desfile estivesse prestes a começar. Resignei-me. Um percurso de 20 minutos durou uns 45. Passava das cinco da tarde quando iniciei a peregrinação pelas lojas. Fantasia para todo lado: Pirata, toureiro, palhaço… João Marcelo tinha ficado inconformado em casa. Não dava para sair com ele no estado em que me encontrava… Liguei. A sentença: “Quero uma fantasia de elefante”. Como Deus ajuda as mães – tenho certeza, convicção… -, achei a fantasia. Previ um pequeno problema, mas ignorei. Havia encontrado a fantasia. Estava quase procurando uma fantasia de super-heroína. Quem sabe uma Mãe Maravilha? Estava me achando o máximo. Estava até melhor da gripe. Cheguei em casa orgulhosa da minha proeza. O filho adorou. Ficou lindo! O pai olhou e falou baixinho: “Essa fantasia é de menino mesmo?” O que previ acabava de acontecer… A roupa é toda cinza, mas tem detalhes na cor rosa – a parte interna das orelhas e a barriga. Rosa é de menina, segundo não sei quem. João Marcelo é menino. Logo… Esse foi o raciocínio lógico do pai. Olhei para ele desolada. A roupa nada tinha de feminina. Muito pelo contrário. Tinha algo de bastante fálico: Aquela tromba enorme! Depois de todo o esforço, sorri, retruquei e ponto final. Claro que tive vontade de matá-lo, mas ainda não foi dessa vez. Ele também não podia fazer nada. Àquela altura, João Marcelo já estava com a fantasia e desejava ardentemente dormir com ela. Queria ver ele ter coragem de dizer que o menino não usaria a roupa no dia seguinte. Dormimos, acordamos, chegamos ao colégio. Foi uma sensação. A fantasia fez o maior sucesso. E não foi só entre mães, não. Os pais também elogiaram. Inclusive o pai de João Marcelo, meu amado marido. Eu agora é que me sentia uma super-heroína mesmo. Só faltava comprar a minha própria fantasia…

12 de março de 2009

por Christianne Alcantara

Licença-maternidade estendida completa 6 meses sob críticas e aplausos

Obra de Picasso: Mãe e Filho

Seis meses depois de assinada a Lei 11.770, que aumentou a licença-maternidade de 120 para 180 dias, as avaliações sobre a medida são positivas, mas também apontam a necessidade de avanços. Aprovada em setembro de 2008, para trabalhadoras da iniciativa privada, em dezembro do mesmo ano, a licença foi estendida às funcionárias públicas federais.
Na iniciativa privada, no entanto, o benefício só entrará em vigor em 2010, já que não houve tempo de incluir no Orçamento Geral da União de 2009 o impacto da isenção fiscal que será concedida às empresas que aderirem à ampliação.
Até agora, segundo levantamento da Sociedade Brasileira de Pediatria, 108 municípios brasileiros e 14 estados, além do Distrito Federal, transformaram em leis locais a licença-maternidade ampliada, oferecendo-a a suas servidoras.
A licença de seis meses atendeu a recomendações médicas e a uma reivindicação antiga de diversas entidades de classe e movimentos sociais. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a mãe deve amamentar o bebê por no mínimo seis meses e preferencialmente até dois anos.
O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, Carlos Alberto Zaconeta, disse que a ampliação da licença-maternidade colocou o Brasil à frente de muitos países. “Com a amamentação, a criança desenvolve segurança e será um indivíduo melhor no futuro. Como podemos orientar que a mãe amamente por seis meses, se ela tem que voltar a trabalhar antes?”, questionou.
Para a secretária nacional da Mulher Trabalhadora da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Rosane Silva, a lei é restritiva, porque será aplicada apenas às empresas que quiserem obter o benefício fiscal concedido por meio do programa federal Empresa Cidadã. Segundo Rosane, a obrigatoriedade de oferecer o benefício definida por meio de acordos coletivos das categorias de trabalhadores é mais eficiente do que a lei, já que abrange maior número de pessoas.
Rosane também diz que, apesar de alguns avanços, os empresários continuam resistentes. “Eles acham que as mulheres vão querer ter mais filhos, mas, desde que temos os direitos adquiridos, reduziu-se a taxa de natalidade por família. Ter filho é muito caro”, afirmou.
A consultora de Trabalho e Previdência do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), Eneida Dutra, também aponta limitações da lei, como por exemplo, o fato de o benefício só ser concedido nas empresas privadas mediante a solicitação da empregada gestante, mesmo quando já houve adesão do patrão ao programa do governo.
“A lei dá como faculdade a possibilidade. Não necessariamente todas as empregadas serão beneficiadas. Depende da opção da mulher”, criticou Eneida.
Ela também ressaltou que, embora muitas vezes a ampliação da licença seja vista como um benefício dado exclusivamente à mulher, a garantia não foi dada pela lei em função de gênero. “A reprodução humana precisa ser compartilhada entre homens, mulheres, empresariado e Estado.”
Mesmo sem receber o benefício fiscal do governo, algumas empresas já estão concedendo a licença estendida, pois a medida foi incluída em acordos coletivos de trabalho assinados com os sindicatos. É o caso de empresas do setor de produtos químicos e de petróleo da Bahia e de metalurgia do ABC paulista.
O Sindicado dos Químicos e Petroleiros da Bahia foi o primeiro a definir a ampliação da licença-maternidade para o conjunto das empresas do setor. A técnica em automação industrial da empresa Deten Química S.A. Quitéria Rodrigues, de 30 anos, acaba de retornar da licença de seis meses.
Quitéria mora em Salvador e leva mais de uma hora para chegar ao município de Camaçari, onde cumpre jornada de oito horas diárias de trabalho. Ela conta que, somados o tempo de trabalho e o gasto no trajeto e no almoço, passa 12 horas longe do filho Pedro Henrique.
“O benefício maior que vejo é podermos garantir o aleitamento materno por meio ano. Além disso, a separação é menos traumática para a mãe e para o bebê”, afirma Quitéria.
O Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) antecipou, em maio de 2008, a ampliação da licença. A funcionária Elza Muzi, de 27 anos, grávida de sete meses, disse que a licença ampliada é uma vitória. “Eu estou usufruindo da conquista de outras mulheres”, disse.
De acordo com Elza, uma das vantagens da licença ampliada será a possibilidade de escolher melhor o profissional ou a creche que irá cuidar de sua filha. “A dificuldade das mães de deixar o bebê com alguém é tanto pela necessidade que a criança tem da nossa presença, quanto do tempo disponível para conseguir uma babá de confiança.”

Fonte: Agência Brasil

Pessoal, a matéria foi enviada pela leitora Ana Teresa, que sempre contribui com o blog. Obrigada! Beijos!

9 de março de 2009

por Christianne Alcantara

Esse jeito mulher de ser

Ontem, Dia Internacional da Mulher, resolvi refletir sobre essa “condição”. Confesso que não gosto do fato de termos um dia… E não é por causa daquele clichê de que “a mulher não precisa de um dia porque todo dia é dia da mulher”, por favor! E esse negócio de entregarem rosas no Dia da Mulher? Não sou uma pessoa versada na discussão de gênero e conheço toda a história que originou a data, mas entendo que os debates sobre a mulher e suas lutas precisam ser permanentes. A imprensa – eu sou jornalista, posso falar com tranqüilidade – reserva o período que vai até o dia 8 de março para tratar de assuntos como “violência contra a mulher”, “espaços da mulher no mercado”, “os múltiplos papéis que a mulher desempenha” e por aí vai… Depois, os debates arrefecem. Algumas diriam: “Imaginem se o dia não existisse! Não discutiriam essas questões nunca!” É uma forma de ver. Entretanto, defendo que a mulher se posicione de maneira mais contundente quando o assunto for “ela própria” e faça com que essas questões estejam sempre em pauta, na agenda. Muitas são as conquistas, mas ainda não bastam! Mulheres de todo o mundo, uni-vos!

6 de março de 2009

por Christianne Alcantara

Prêmio Dardos

Selo Prêmio Dardos

Pessoal, o Coisa de mãe ganhou o Prêmio Dardos. Tenho que revelar: Minha irmã, do blog Mundo de cá me deu o prêmio. Está certo, vocês podem dizer que é marmelada… Parece que brasileiro sempre dá um jeitinho mesmo… Mas pensem pelo lado positivo: Poderei indicar cinco blogs para o prêmio. Ele “visa  reconhecer os valores que cada blogueiro mostra a cada dia, seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais”.

E o prêmio vai para:

Desculpas de mãe: “… dicas, reclamações, causos e muito blá blá blá. da gravidez em diante!”

Para Francisco: “Um homem tem morte súbita, dois meses antes do nascimento do seu único filho. Assim nasce este blog. Tentando entender e explicar dois sentimentos opostos e simultâneos vividos pela viúva e mãe que, no caso, sou eu. Muitos questionamentos. Muitos raciocínios. Muito aprendizado. E uma pressa em falar para o Francisco sobre seu pai, sobre o mundo e sobre mim mesma (só por garantia).”

Pequeno guia prático para mães sem prática: Um blog super interessante sobre mães de primeira viagem.

O astronauta: Um blog sobre a “aventura de aprender a ser mãe”.

E para a marmelada ser completa, devolvo o Prêmio Dardos ao blog da minha irmã porque ele é muito criativo e cheio de sentimento… Vale a pena conferir, parentesco à parte!

Mundo de cá: “Um blog sobre as experiências de uma estrangeira, turismo, frustrações, descobertas. Um diário de bordo”

Mais sobre o prêmio e o que se pede aos agraciados:
– Exibir a imagem do selo em seu blog,
– Linkar o blog pelo qual você recebeu a indicação,
– Escolher outros 5 blogs a quem entregar o Selo Prêmio Dardos,
– Avisar aos escolhidos.

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