Coisa de Mãe

21 de março de 2009

por Christianne Alcantara

Dia Internacional da Síndrome de Down

Pessoal, Lu Ivanike passou aqui pelo Coisa de mãe. Deixou uma mensagem super delicada e fui conhecer o blog dela também, claro. Ela lembrou o Dia Internacional da Síndrome de Down, que é hoje, precisamente. Então, estou aderindo à campanha, com a publicação do texto abaixo que fala um pouco sobre a Síndrome…

“A Síndrome de Down é um acontecimento genético natural e universal. Isso quer dizer que a síndrome não é resultado da ação ou do descuido de mães ou pais, como muitos pensam. E nem é uma doença. Ela é causada por um erro na divisão das células durante a formação do bebê (ainda feto). Só para você ter uma idéia, de cada 700 bebês que nascem, um tem Síndrome de Down. Por isso,  qualquer mulher, independente da raça ou classe social pode ter um bebê Down. Até hoje, a ciência ainda não descobriu os motivos que provocam essa alteração genética, portanto não podem ser prevenidos (ou seja, não há como evitar).

Genética 

Você já deve ter ouvido falar que todas as características de uma pessoa – a cor da pele, dos olhos, o tipo e cor dos cabelos, a altura e tudo mais – são herdados (transmitidas) dos pais, certo? Como? Por meio dos genes. São os genes, presentes nos cromossomos, que carregam tudo o que somos. Cromossomos são pedacinhos do núcleo das células que contém as características que cada um de nós herda do pai e da mãe.

Mas mesmo sabendo que existem semelhanças entre as pessoas com Down, não há exames que determinem, no nascimento, como a pessoa (criança, depois adolescente e adulto) vai evoluir durante a sua vida.  Mas hoje, com as descobertas da medicina, sabe-se que para a criança down desenvolver todo seu potencial é importante que, desde cedo, seja amada e estimulada pelos pais, irmãos e profissionais habilitados.

A alteração genética das crianças com Down faz com que todas elas sejam muito parecidas e tenham as seguintes características:

1 – hipotonia (flacidez muscular, o bebê é mais molinho);
2 – comprometimento intelectual (a pessoa aprende mais devagar);
3 – aparência física (uma das características físicas são os olhinhos puxados).”

Fonte: Instituto Meta Social

Quem quiser conhecer um pouco mais sobre a Síndrome, pode entrar no site da Federação Brasileira das Associações Síndrome de Down

20 de março de 2009

por Christianne Alcantara

Sem limites

Hoje presenciei um diálogo na saída da escola do meu filho que me deixou um tanto quanto angustiada. Um pai saía do colégio conversando com uma mãe:

– Eu não gosto de bater, não, mas hoje eu tive que bater.

A resposta da mulher me deixou impressionada:

– As minhas já estão acostumadas…

O diálogo continuou em torno do fato de que, às vezes (ou sempre), os pais têm que bater. Fiquei refletindo sobre isso e não vou fazer média: Não concordo com pai ou mãe batendo em filho. Considero um verdadeiro absurdo. Acho mais absurdo ainda uma mãe admitir que as filhas estão “acostumadas” a apanhar. A princípio, achei que não tinha entendido corretamente. Preferia ter me enganado, mas pela evolução do diálogo (não pude deixar de escutar), não me enganei. Para mim, pai e mãe que batem em filho não têm limites! Não quero dizer com isso que estou imune a essa possibilidade. Sei que eles tiram a gente do sério mesmo, em muitos momentos. Entretanto, quando nos deixamos levar e nos exaltamos a ponto de bater, ao invés de demonstrarmos força, revelamos nossa fragilidade. A criança testa os pais o tempo todo. Ela quer ver até onde conseguimos ir. E, ao bater, o pai ou a mãe recorre à violência. Ou quando pais batem não é violência? Alguns se defendem dizendo que é limite. Como ensinar limite a uma criança quando os pais não conhecem seus próprios limites? Com todo o respeito, eu tenho outro nome para isso. Se há quem chame “bater em filho” de limite, eu chamo de descontrole. É verdade que não somos perfeitos e que, dependendo da situação, pais se descontrolam mesmo. Entretanto, não acredito que essa seja uma forma de “educar”. Quando se bate em um filho, passa-se a mensagem de que a violência é aceitável. Além de tudo, pessoal, com a devida licença, adulto bater em uma criança indefesa é uma verdadeira covardia. Pais são símbolos de proteção, amor. Trair a confiança dos filhos em nós mesmos é o primeiro passo para que essas crianças tornem-se adultos inseguros e problemáticos. Já disse isso em outro post, mas vou repetir: Pais também precisam de limites.

E vocês? Como educam seus filhos? Façam comentários e respondam a Enquete!!!

15 de março de 2009

por Christianne Alcantara

Volta à infância

Capa do DVD do Sítio do Picapau Amarelo, versão exibida em 1978

Neste final de semana, tive a oportunidade de lembrar uma fase boa da minha infância. Eu e João Marcelo fomos a uma livraria ontem e compramos o DVD do Sítio do Picapau Amarelo. Já tínhamos ido uma vez e comprado o CD. Ele amou, diga-se de passagem. Ontem foi a vez “do” DVD. Sim, porque não foi um qualquer. Compramos as aventuras que eu assistia na minha infância. Nossa, era maravilhoso. Eu e minha irmã chegávamos da escola, tomávamos banho, almoçávamos, fazíamos a tarefa e só ligávamos a televisão no horário da abertura do programa. Quem tem mais de 35 anos deve ter acompanhado as aventuras de Pedrinho, Narizinho, Emília, Visconde, Tia Nastácia e Dona Benta… Era mágico. Pena que a televisão tenha substituído um programa baseado nos textos de um escritor como Monteiro Lobato por Xuxa e cia ltda (desculpem, mas acho de uma pobreza sem fim). Sei também que há versões mais novas do Sítio do Picapau Amarelo, mas esta me devolve um pouco da minha infância e me permite compartilhá-la com meu filho. Confesso que, no início, fiquei temerosa: Será que ele vai gostar? Sem os efeitos especiais que está acostumado a ver nos desenhos… Ainda mais tem tanto adulto e gente de verdade… Para minha alegria, o menino não conseguia desgrudar os olhos. Chorou, quando interrompemos, porque é bem longo e o estamos exibindo em “episódios”… Prova de que produtos de qualidade são bem aceitos a qualquer tempo. Indicador ainda de que é uma grande mentira o fato de a TV oferecer desenhos de ação e de violência porque “as crianças de hoje em dia preferem esse tipo de produto”. A televisão aberta, com raras exceções, como é o caso do Cocoricó (programa infantil da TV Cultura), oferece uma programação de péssima qualidade para crianças e adolescentes (não se esqueçam de Malhação, exibido pela TV Globo). Pois é, voltar à minha infância me fez pensar na infância do meu filho. Alguns podem chamar de nostalgia. Admito. Mas é também uma preocupação com a mensagem que está sendo passada para as nossas crianças pelos meios de comunicação.

Bom, para quem é nostálgico ou quer apenas fugir da mesmice desses vídeos e programas infantis atuais, fica a dica. Esta serve para pais e filhos. Vocês podem até assistir juntos… Se você tiver minha faixa etária, vai até sentir o cheiro dos quitutes da Tia Nastácia.

Mais: Quem quiser ouvir a música da abertura pode clicar aí embaixo…

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14 de março de 2009

por Christianne Alcantara

Sem palavras

Meu filho é a única pessoa que consegue me deixar sem palavras. Às vezes, porque acho que elas são desnecessárias, às vezes porque simplesmente não vêm. Preste atenção a este diálogo e depois o Coisa de mãe pede que vocês dêem sugestões sobre o que a mãe deveria responder neste caso. Eu já falei em outro post (http://www.coisademae.blog.br/?s=complexo+de+%C3%A9dipo) sobre o Complexo de Édipo de João Marcelo. Pois é, ele continua presente. Vejam só:

Hora de dormir. Levo o pirralha para o quarto dele. Ele pede que eu coloque o cd que costumava ouvir quando estava grávida (Beatles for babies). Coloco o cd e ele diz:

– Vamos dançar, mamãe?

Eu o coloco no braço e saio dançando com ele pelo quarto. Ele coloca a cabecinha no meu ombro. De repente, levanta a cabeça e dispara:

– Mamãe, papai nem imagina, não é (?), que nós estamos aqui, dançando!

POIS É, RESPONDA SE VOCÊ FOR CAPAZ! AGORA TEM QUE SE COLOCAR NO MEU LUGAR!!!

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