Filhos fazem com que a gente descubra alegria em coisas aparentemente pequenas. Pois é… Fiquei muito feliz em encontrar um ovo de Páscoa neste período que antecede a Páscoa. Sei que vocês estão pensando que estou maluca: O que não falta nas prateleiras é ovo de Páscoa. Só que o ovo de chocolate que o coelhinho entrega aqui na minha casa é muiiiito especial: É de soja. Lembram? João Marcelo é alérgico à proteína do leite de vaca. Ele já vinha me perguntando se eu havia encontrado o ovo de chocolate com leite de soja dele (ele já tinha experimentado, ano passado). Eu procurava e não encontrava. Aliás, encontrar o chocolate à base de leite de soja dele vinha ficando difícil nos últimos seis meses, pelo menos. Aproveito para fazer um protesto a respeito e uma pergunta: Por que a Nestlé tirou o chocolate de leite de soja das prateleiras? As mães dos alérgicos merecem uma resposta! Bom, enquanto aguardamos a resposta, devo dizer que tiveram o bom senso de fazer, novamente este ano, ovos de Páscoa adequados para alérgicos como o meu filhote… E a minha alegria de encontrar o ovo foi tão grande que nem sei descrever. Comprei três ovos logo. Não que ele vá comer de uma vez, mas, durante alguns meses, meu filho vai comer chocolate com tranqüilidade… Parece uma bobagem, mas encontrar alegria em pequenas coisas também é uma forma de rir com a vida… Eu parecia uma criança quando vi o ovo (o nome é Sollys, por sinal). Repetia o tempo todo: “Não acredito”, entre incrédula e aliviada… Fiquei tão feliz que dei um a João Marcelo na hora (ele não comia chocolate há uns seis meses, pessoal!). Controlei-me e guardei os outros dois para o coelhinho esconder pelo apartamento na Páscoa. O sorriso dele foi impagável ao receber o ovo… Fiquei pensando: Deveria ter comprado mais… Definitivamente, Coisa de mãe!
4 de abril de 2009
Tirar as fraldas de João Marcelo foi difícil… Para mim. Confesso que resisti, apesar do gasto pelo qual as fraldas são diretamente responsáveis. Vocês já pararam para ver, fazer as contas de quanto se gasta com fraldas no mês? Gente, tirar as fraldas definitivamente colabora para a nossa economia doméstica! Mas resisti. Não tinha jeito. Eu achava lindo meu bebê de fraldas… E a nossa relação com fraldas aqui em casa sempre foi conturbada. Já falei que João Marcelo tem alergia alimentar. O que não mencionei é que, do 2º mês de vida ao 9º, ele tinha alergia a fraldas descartáveis também! Gente, ele não podia usar durante meia hora… Resultado: Fraldas de pano. Comprei 60 fraldas de pano e haja sabão de coco! Juro que pensei que a babá ia embora por causa das fraldas… Sim, pessoal, porque não dava para ligar a máquina de lavar de cinco em cinco minutos, né? Era na munheca mesmo… Na munheca dela, diga-se de passagem. E a cada vez que ele fazia xixi ou cocô na fralda, eu pensava: É agora que ela vai… Cheguei a torcer para que João Marcelo “manerasse” nas necessidades fisiológicas, mas não teve jeito. Ainda bem que não perdi a babá. Pelo menos, não por esse motivo… Depois do 9º mês, migramos para as descartáveis. A babá respirou aliviada. Eu também. Agora ela não teria mais motivos para ir embora, pelo menos pelos próximos três anos, tempo que estimei para ficar grávida e ter outro bebê que, imagino, tem uma grande probabilidade de ser alérgico também, como já previu inclusive o alergologista de João Marcelo, dr. Emanuel Sarinho… Depois que começaram as descartáveis, percebi que o custo era alto. Principalmente com as do dia. Foram as primeiras a serem eliminadas. Não sem uma dor no coração, confesso. Quando meu filho usou o argumento de que não era mais bebê para usar fraldas descartáveis, aí foi que a dor ficou ainda maior. Eu sei que é Coisa de mãe esse negócio de dizer que quer que o filho cresça e depois chorar porque ele está crescendo… Foi assim comigo. Com as fraldas do dia, foi paulatino – um processo lento e gradual… Já falei aqui sobre a brincadeira da estátua em outro post, 