Coisa de Mãe

4 de abril de 2009

por Christianne Alcantara

A alegria de encontrar um ovo de Páscoa, às vésperas da… Páscoa

Filhos fazem com que a gente descubra alegria em coisas aparentemente pequenas. Pois é… Fiquei muito feliz em encontrar um ovo de Páscoa neste período que antecede a Páscoa. Sei que vocês estão pensando que estou maluca: O que não falta nas prateleiras é ovo de Páscoa. Só que o ovo de chocolate que o coelhinho entrega aqui na minha casa é muiiiito especial: É de soja. Lembram? João Marcelo é alérgico à proteína do leite de vaca. Ele já vinha me perguntando se eu havia encontrado o ovo de chocolate com leite de soja dele (ele já tinha experimentado, ano passado). Eu procurava e não encontrava. Aliás, encontrar o chocolate à base de leite de soja dele vinha ficando difícil nos últimos seis meses, pelo menos. Aproveito para fazer um protesto a respeito e uma pergunta: Por que a Nestlé tirou o chocolate de leite de soja das prateleiras? As mães dos alérgicos merecem uma resposta! Bom, enquanto aguardamos a resposta, devo dizer que tiveram o bom senso de fazer, novamente este ano, ovos de Páscoa adequados para alérgicos como o meu filhote… E a minha alegria de encontrar o ovo foi tão grande que nem sei descrever. Comprei três ovos logo. Não que ele vá comer de uma vez, mas, durante alguns meses, meu filho vai comer chocolate com tranqüilidade… Parece uma bobagem, mas encontrar alegria em pequenas coisas também é uma forma de rir com a vida… Eu parecia uma criança quando vi o ovo (o nome é Sollys, por sinal). Repetia o tempo todo: “Não acredito”, entre incrédula e aliviada… Fiquei tão feliz que dei um a João Marcelo na hora (ele não comia chocolate há uns seis meses, pessoal!). Controlei-me e guardei os outros dois para o coelhinho esconder pelo apartamento na Páscoa. O sorriso dele foi impagável ao receber o ovo… Fiquei pensando: Deveria ter comprado mais… Definitivamente, Coisa de mãe!

3 de abril de 2009

por Christianne Alcantara

Emoção à flor da pele

Tenho estado um pouco mais sensível ultimamente. Tenho que confessar. Cada olhar, cada sorriso, cada palavra do meu filho me deixam emocionada. Às vezes, pergunto-me o que fiz para merecer um filho tão dócil e carinhoso. Não sei se sou tão dócil e carinhosa assim com o meu próximo. Nem me acho uma pessoa gentil ou meiga. Às vezes, chego a ser dura mesmo. Inclusive comigo mesma. Entretanto, minha vida é tão cheia de alegrias que encaro o dia-a-dia com a certeza de que não há do que reclamar. Aliás, não reclamo da vida. Pelo contrário: Sou tão grata pela vida que tenho que duvido se a mereço ou se cochilaram lá em cima e estão abençoando a pessoa errada. Penso que vão perceber o engano a qualquer momento… Não, não é pessimismo. Nem aquela visão cristã de que serei punida pelos meus defeitos mais evidentes. É só que tenho a percepção exata de que Deus tem sido muito generoso comigo… Acho que está na hora de tentar fazer por merecer… É quando me lembro de Clarice Lispector: “Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro”. Sendo assim, para fazer por merecer, primeiro, vou precisar descobrir o meu defeito mais nobre…

2 de abril de 2009

por Christianne Alcantara

Porque carinho é fundamental

Terça-feira, quando deixei João Marcelo na escola, vivi uma situação linda. Tinha o “Bom Dia”, momento especial que ele adora… É quando as crianças do Ciclo I se reúnem e uma profissional do colégio encena uma peça, conta uma estória  ou fala sobre um determinado tema. Quando ele viu que era o “Bom Dia”, saiu na frente e não se despediu de mim. Eu vi quando foi recepcionado pela professora. Sentou-se lá, compenetrado. Daqui a pouco, como se tivesse se lembrado, procurou-me com os olhos e eu já estava acenando com a mão, despedindo-me dele… Sentadinho onde estava, falou bem baixinho, caprichando nos lábios: “Meu bei-jo, mãe…” Fiquei na dúvida – adultos são tolos mesmo – se, no meio da fala da mulher, chegava perto do meu filho que estava bem no centro e dava um beijo. Mas ele repetiu e eu não tive dúvida. Aproximei-me, fiquei de joelhos e dei-lhe um beijo furtivo, com medo de atrapalhar a fala da outra pessoa… Ela falava sobre amar o próximo, amar a natureza, enquanto meu filho demonstrava seu amor. Quando o beijei, achou pouco. Ainda do lugar onde estava, bem quietinho e comportado, disse: “O meu, mãe…” Claro que voltei para ele me beijar. Depois, ele dedicou o sorriso mais lindo para mim e voltou os olhos para a palestrante. Pois é, acho que ele aprendeu o que eu tento ensiná-lo todos os dias, com muitos beijos, abraços e palavras: Carinho é fundamental.

1 de abril de 2009

por Christianne Alcantara

Sobre fraldas e a dificuldade de vê-los crescer

Tirar as fraldas de João Marcelo foi difícil… Para mim. Confesso que resisti, apesar do gasto pelo qual as fraldas são diretamente responsáveis. Vocês já pararam para ver, fazer as contas de quanto se gasta com fraldas no mês? Gente, tirar as fraldas definitivamente colabora para a nossa economia doméstica! Mas resisti. Não tinha jeito. Eu achava lindo meu bebê de fraldas… E a nossa relação com fraldas aqui em casa sempre foi conturbada. Já falei que João Marcelo tem alergia alimentar. O que não mencionei é que, do 2º mês de vida ao 9º, ele tinha alergia a fraldas descartáveis também! Gente, ele não podia usar durante meia hora… Resultado: Fraldas de pano. Comprei 60 fraldas de pano e haja sabão de coco! Juro que pensei que a babá ia embora por causa das fraldas… Sim, pessoal, porque não dava para ligar a máquina de lavar de cinco em cinco minutos, né? Era na munheca mesmo… Na munheca dela, diga-se de passagem. E a cada vez que ele fazia xixi ou cocô na fralda, eu pensava: É agora que ela vai… Cheguei a torcer para que João Marcelo “manerasse” nas necessidades fisiológicas, mas não teve jeito. Ainda bem que não perdi a babá. Pelo menos, não por esse motivo… Depois do 9º mês, migramos para as descartáveis. A babá respirou aliviada. Eu também. Agora ela não teria mais motivos para ir embora, pelo menos pelos próximos três anos, tempo que estimei para ficar grávida e ter outro bebê que, imagino, tem uma grande probabilidade de ser alérgico também, como já previu inclusive o alergologista de João Marcelo, dr. Emanuel Sarinho… Depois que começaram as descartáveis, percebi que o custo era alto. Principalmente com as do dia. Foram as primeiras a serem eliminadas. Não sem uma dor no coração, confesso. Quando meu filho usou o argumento de que não era mais bebê para usar fraldas descartáveis, aí foi que a dor ficou ainda maior. Eu sei que é Coisa de mãe esse negócio de dizer que quer que o filho cresça e depois chorar porque ele está crescendo… Foi assim comigo. Com as fraldas do dia, foi paulatino – um processo lento e gradual… Já falei aqui sobre a brincadeira da estátua em outro post, Controlando o esfíncter… Pois é, notei que o pirralha não queria fazer xixi para não parar a brincadeira. Resolvi fazer com que a parada fosse parte da brincadeira… Todos parávamos, esperávamos que ele fizesse xixi e só continuávamos a brincar quando ele voltasse. Era engraçado ver meu marido, parado, daquele tamanho, com a mão no ar, parecendo boneco de cera do museu londrino… Bom, o que importa é que funcionou. Depois demorei para tirar a fralda da noite. Mudei o hábito alimentar: Troquei o leite da noite pelo jantar e antecipei o horário da refeição. Ele faz xixi antes de dormir e nada de molhar os lençóis durante a noite. Pois é, de novo, a constatação que teima em se fazer presente: Eles crescem. Acho que só me resta crescer com o meu… Mas acho que o problema é que eu não quero crescer…

Este post é dedicado às mães e pais do colégio do meu filho. Por meio de e-mails, trocamos experiências e eles, com esse debate, terminaram me lembrando de retomar o tema aqui… É muito bom compartilhar dúvidas e dicas. É quando percebemos que não existem fórmulas. Cada um tem uma solução. O que há em comum entre nós é que estamos sempre tentando acertar… Sei que é clichê, mas os clichês sempre traduzem retumbantes verdades…

22 de março de 2009

por Christianne Alcantara

Cartilha sobre Síndrome de Down é lançada

“Viva as diferenças” é o nome da revista-gibi lançada, ontem, pelo Instituto Maurício de Souza, em parceria com o Instituto Meta Social, para comemorar o Dia Internacional da Síndrome de Down. Tati é a nova personagem criada por Maurício de Souza. Ela é portadora da síndrome e passa a se relacionar com toda a Turma da Mõnica, mostrando sua realidade de forma descontraída. A tiragem inicial da cartilha é de 17 mil exemplares. A distribuição será feita em associações voltadas ao tema e em consultórios de pediatras que tratam a síndrome.

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