Tirar as fraldas de João Marcelo foi difícil… Para mim. Confesso que resisti, apesar do gasto pelo qual as fraldas são diretamente responsáveis. Vocês já pararam para ver, fazer as contas de quanto se gasta com fraldas no mês? Gente, tirar as fraldas definitivamente colabora para a nossa economia doméstica! Mas resisti. Não tinha jeito. Eu achava lindo meu bebê de fraldas… E a nossa relação com fraldas aqui em casa sempre foi conturbada. Já falei que João Marcelo tem alergia alimentar. O que não mencionei é que, do 2º mês de vida ao 9º, ele tinha alergia a fraldas descartáveis também! Gente, ele não podia usar durante meia hora… Resultado: Fraldas de pano. Comprei 60 fraldas de pano e haja sabão de coco! Juro que pensei que a babá ia embora por causa das fraldas… Sim, pessoal, porque não dava para ligar a máquina de lavar de cinco em cinco minutos, né? Era na munheca mesmo… Na munheca dela, diga-se de passagem. E a cada vez que ele fazia xixi ou cocô na fralda, eu pensava: É agora que ela vai… Cheguei a torcer para que João Marcelo “manerasse” nas necessidades fisiológicas, mas não teve jeito. Ainda bem que não perdi a babá. Pelo menos, não por esse motivo… Depois do 9º mês, migramos para as descartáveis. A babá respirou aliviada. Eu também. Agora ela não teria mais motivos para ir embora, pelo menos pelos próximos três anos, tempo que estimei para ficar grávida e ter outro bebê que, imagino, tem uma grande probabilidade de ser alérgico também, como já previu inclusive o alergologista de João Marcelo, dr. Emanuel Sarinho… Depois que começaram as descartáveis, percebi que o custo era alto. Principalmente com as do dia. Foram as primeiras a serem eliminadas. Não sem uma dor no coração, confesso. Quando meu filho usou o argumento de que não era mais bebê para usar fraldas descartáveis, aí foi que a dor ficou ainda maior. Eu sei que é Coisa de mãe esse negócio de dizer que quer que o filho cresça e depois chorar porque ele está crescendo… Foi assim comigo. Com as fraldas do dia, foi paulatino – um processo lento e gradual… Já falei aqui sobre a brincadeira da estátua em outro post, Controlando o esfíncter… Pois é, notei que o pirralha não queria fazer xixi para não parar a brincadeira. Resolvi fazer com que a parada fosse parte da brincadeira… Todos parávamos, esperávamos que ele fizesse xixi e só continuávamos a brincar quando ele voltasse. Era engraçado ver meu marido, parado, daquele tamanho, com a mão no ar, parecendo boneco de cera do museu londrino… Bom, o que importa é que funcionou. Depois demorei para tirar a fralda da noite. Mudei o hábito alimentar: Troquei o leite da noite pelo jantar e antecipei o horário da refeição. Ele faz xixi antes de dormir e nada de molhar os lençóis durante a noite. Pois é, de novo, a constatação que teima em se fazer presente: Eles crescem. Acho que só me resta crescer com o meu… Mas acho que o problema é que eu não quero crescer…
Este post é dedicado às mães e pais do colégio do meu filho. Por meio de e-mails, trocamos experiências e eles, com esse debate, terminaram me lembrando de retomar o tema aqui… É muito bom compartilhar dúvidas e dicas. É quando percebemos que não existem fórmulas. Cada um tem uma solução. O que há em comum entre nós é que estamos sempre tentando acertar… Sei que é clichê, mas os clichês sempre traduzem retumbantes verdades…