Coisa de Mãe

27 de janeiro de 2010

por Christianne Alcantara

Fim da paciência, fim da psicologia

O fim da paciência coincidiu com o fim da psicologia por aqui. Depois que João Marcelo resolveu fazer xixi fora do vaso para chamar atenção, repetidamente, fazer de conta que é um sapo, pulando sem parar da cama, do sofá e por aí vai, e de quase me derrubar com a menina no colo, concedi um ponto final a minha paciência. Claro, a psicologia, consequentemente, foi embora. Falei com todas as letras que tudo tinha mudado. Agora, eu sou mãe de duas crianças, não mais de uma e que ele precisa entender que eu tenho que me dividir, não posso ficar o tempo todo com ele, como acontecia antes. Ele olhou para mim e disse que queria ficar no meu colo, como Valentina. Morri de pena e deu uma dor no coração, confesso. Mas não pude recuar e disse que, naquele momento, eu não poderia ficar com ele. Na verdade, ele teria que esperar que eu terminasse meus afazeres com Valentina: Dar banho, colocar fralda, amamentar e fazer com que ela dormisse, finalmente. O cenário paralelo era enlouquecedor. Enquanto tínhamos essa conversa, Valentina chorava de cólica sem parar. Lágrimas rolavam nos rostos dele e dela. Da minha parte, a certeza da total impotência diante dos dois. Embora estivesse com muita vontade de chorar também, resisti. Aliás, continuo resistindo ao choro até agora. Amanhã vai ser outro dia…

27 de janeiro de 2010

por Christianne Alcantara

Sorriso de Monalisa

Monalisa

Lembro-me perfeitamente do atropelo que foi admirar a Monalisa, a maior atração do Museu do Louvre, em Paris. A gente tentava se espremer entre aqueles que já haviam conseguido o melhor ângulo para ver a obra prima de Da Vinci. Na tela, o sorriso enigmático. Ou melhor, a expressão enigmática que confere ao quadro controvérsia e fama. Muito já se falou sobre o quadro, inclusive que Lisa – a modelo – teria sido mãe recentemente, e o retrato fora feito em comemoração à maternidade. Acho que toda mãe, durante o puerpério, dá sorrisos de Monalisa – aquela expressão no canto da boca que mais intriga do que esclarece. Desde que Valentina nasceu – não sei se aprendeu com a mãe – brinco que ela esboça sorrisos de Monalisa. Será que ela está sorrindo (?), a gente se pergunta. Vários pediatras dizem que bebês só vão sorrir a partir dos três meses. Bem, Valentina está com um mês e 15 dias e, para nossa surpresa, ela abandonou o sorriso de Monalisa ontem, pela primeira vez. E sorriu livremente, já não mais presa pelo enigma ou pela previsão médica. Sorriu, interagindo, respondendo a um estímulo da mãe. Foi tão bom vê-la fora da moldura…

25 de janeiro de 2010

por Christianne Alcantara

Dia a dia

Valentina cresce a olhos vistos. Engorda e agora já parece sorrir. Para mim, aquilo é sorriso. Cresce também o ciúme de João Marcelo. Agora, ele dá sinais de que não tem tanta paciência assim. E crescem minhas tentativas de chegar mais perto dele, ouvindo-o, conversando. Tento entendê-lo, na maior parte do tempo, mas também tenho sentido o peso de me dividir entre eles, o cansaço, o estresse das demandas. As pessoas costumam dizer que o segundo filho é mais fácil, só esquecem de dizer como é administrar as reações do primeiro. De qualquer forma, este triângulo amoroso que, paulatinamente, vai se desenhando é promissor. Sinto que muitas aventuras ainda estão por vir…

P.S. Acho que vou receber reclamação. Excluí o pai. É a fase ainda do pós-parto…

20 de janeiro de 2010

por Christianne Alcantara

Terra do nunca

Mães são engraçadas. Se a criança é muito bebê, dá aquela canseira, elas pensam: Vai ser tão bom quando crescer mais um pouquinho… Mas aí os filhos crescem e as mães ficam com saudade de quando eles eram bebês. E pensam: Era tão bom quando eles eram pequenininhos… Eu colocava no peito e eles paravam de chorar. Hoje, eu olho para João Marcelo, 04 anos, e lembro com muita saudade de quando ele era um bebê gordo, banguelo e simpático. Depois, olho para Valentina e penso como seria bom que ela ficasse maiorzinha logo, porque ando exausta! Daqui a pouco, minha filha vai crescer e eu vou sentir uma saudade enorme de quando ela era bebê… Já posso até prever. Nem sei mais se as mães são engraçadas ou apenas previsíveis, sonhando com uma “terra do nunca”, como na estória de Peter Pan… Ou será que não somos tão egoístas assim e é só um desejo efêmero, essa vontade de eternizar determinadas fases dos nossos filhos?

20 de janeiro de 2010

por Christianne Alcantara

Esclarecimento

O post “A dor e a delícia de ser o primeiro” foi escrito e postado ontem, mas, por algum motivo, não foi publicado. Não sei o que aconteceu. Estou esclarecendo porque algumas pessoas podem ter visitado o blog hoje e não ter visto o post. Ainda pior: Podem estranhar a data 19, quando não o haviam lido no dia 20. Por uma questão de transparência, fica o esclarecimento. Desculpem a nossa falha!!!

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