O fim da paciência coincidiu com o fim da psicologia por aqui. Depois que João Marcelo resolveu fazer xixi fora do vaso para chamar atenção, repetidamente, fazer de conta que é um sapo, pulando sem parar da cama, do sofá e por aí vai, e de quase me derrubar com a menina no colo, concedi um ponto final a minha paciência. Claro, a psicologia, consequentemente, foi embora. Falei com todas as letras que tudo tinha mudado. Agora, eu sou mãe de duas crianças, não mais de uma e que ele precisa entender que eu tenho que me dividir, não posso ficar o tempo todo com ele, como acontecia antes. Ele olhou para mim e disse que queria ficar no meu colo, como Valentina. Morri de pena e deu uma dor no coração, confesso. Mas não pude recuar e disse que, naquele momento, eu não poderia ficar com ele. Na verdade, ele teria que esperar que eu terminasse meus afazeres com Valentina: Dar banho, colocar fralda, amamentar e fazer com que ela dormisse, finalmente. O cenário paralelo era enlouquecedor. Enquanto tínhamos essa conversa, Valentina chorava de cólica sem parar. Lágrimas rolavam nos rostos dele e dela. Da minha parte, a certeza da total impotência diante dos dois. Embora estivesse com muita vontade de chorar também, resisti. Aliás, continuo resistindo ao choro até agora. Amanhã vai ser outro dia…
Fim da paciência, fim da psicologia
27 de janeiro de 2010 10 Comentários