Coisa de Mãe

25 de fevereiro de 2010

por Christianne Alcantara

Para viver um grande amor,

é preciso saber usar vírgulas, evitar as interrogações, abusar das exclamações e reconhecer que às vezes temos que usar pontos finais. Vários. Para viver um grande amor, é preciso dar valor às reticências. Para viver um grande amor, não precisamos reconhecê-lo como tal, basta amar. E só depois descobrir que é grande. Para viver um grande amor, é preciso se encontrar. Para viver um grande amor, é preciso amar. E “amar se aprende amando”, como ensinou Drummond, de novo.

9 de fevereiro de 2010

por Christianne Alcantara

Se alguém por mim perguntar, diga que eu só vou voltar quando eu me encontrar…

Às vezes, tenho vontade de correr, fugir… É quando me lembro da composição de Cartola: “Preciso me encontrar”. Quem nunca sentiu vontade de fugir um pouco da realidade, da rotina, do dia a dia, atire a primeira pedra. O problema é que a gente quer ir e voltar com a vida congelada no tempo. Como se pudéssemos dar uma pausa, assim como fazemos com um DVD. Voltar e encontrar tudo como deixamos. Intacto. Como isso não é possível, vamos ficando por aqui… A rotina cansa, exaure, mas o que seria de nós sem ela, por outro lado? Sem a alegria de um lar, de uma família, de filhos crescidos e crescendo? Não posso nem imaginar. Pois é, somos paradoxais mesmo. Acho que “esse papo já tá qualquer coisa”. São as noites mal dormidas…

http://www.youtube.com/watch?v=doU59v5LxVY

4 de fevereiro de 2010

por Christianne Alcantara

Raízes e asas

O jornalista Hodding Carter disse certa vez que “os dois maiores presentes que podemos dar aos nossos filhos são raízes e asas”. A volta às aulas na última segunda me fez lembrar essa frase. Eu e Marcelo levamos João Marcelo para escola. Ele pegou a mochila, colocou nas costas e saiu andando com naturalidade. Lágrimas rolaram dos meus olhos. Há tão pouco tempo ele sequer podia arrastar a mochila… De uma hora para outra, sem que eu tivesse me dado conta, ele cresceu. João Marcelo tem repetido com orgulho que agora é do Infantil III,  tem quatro anos, não é mais bebê. Eu olho para ele incrédula. Para mim, ele ainda tem quatro anos. Tudo é uma questão de perspectiva. Sinto que, aos poucos, as suas asas ensaiam vôos. Quer fazer tudo sozinho, quer ir à casa de colegas, quer ir para a piscina sem ninguém… Por outro lado, tem repetido: “Como é bom estar em família…”. É quando nos abraça e nos beija. Às vezes, tenho a sensação de que estamos fazendo nossa parte como pais… Mas isso, só o tempo dirá.

3 de fevereiro de 2010

por Christianne Alcantara

Audição seletiva

Uma pesquisa da Instituição Mind Lab (EUA) afirma que o choro do bebê não perturba o sono masculino porque eles não têm o instinto materno. E que o homem simplesmente não consegue ouvir o choro da criança. Por outro lado, acordam com o som de alarmes (quem não acorda com alarme? Só se tiver um problema auditivo)… Achei essa pesquisa muito engraçada e tenho certeza de que, com todo o respeito à instituição, quem fez a pesquisa é do sexo masculino. Ora, mães de todo o mundo, uni-vos! Eles não ouvem não, é? Façam com que eles ouçam! Cutuquem, belisquem, gritem no pé do ouvido! Eles não têm instinto materno, mas precisam de um pouco de instinto paterno! Ajudar de madrugada também é uma atribuição dos pais, ora essa! Agora, se nada do que eu sugeri funcionar, mexa com o órgão mais sensível deles, o bolso. Ameacem contratar uma babá para as madrugadas insones… É um santo remédio. Eles logo, logo, vão começar a ouvir. Experiência própria.

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