Coisa de Mãe

24 de setembro de 2011

por Christianne Alcantara

A aventura de viajar com crianças – Parte II

Quando eu era uma pré-adolescente, uma tia querida me deu o livro Pollyanna. Depois, o Pollyanna Moça. Clássico da literatura infanto-juvenil, a obra de Eleanor H. Porter concentra-se na ideia de que devemos ver tudo pelo lado positivo. A protagonista, Pollyanna, costuma jogar o “jogo do contente” e, por meio dele, enxerga nas situações mais difíceis algo positivo. Gosto da proposta, mas acho juvenil demais. Acredito mesmo que tudo tem suas vantagens e desvantagens. As desvantagens têm que ser analisadas e revistas para que sejam minimizadas. Não vou me repetir (leiam o post anterior): a viagem foi maravilhosa, mas cometi alguns equívocos que poderiam ter sido evitados… Viajei com João Marcelo, de 05 anos, e Valentina, de 1 ano e 9 meses. Vou deixar as dicas. Continue Lendo →

18 de setembro de 2011

por Christianne Alcantara

A aventura de viajar com crianças – Parte I

Já se disse tudo sobre viajar com crianças. Ou quase tudo. Li relatos maravilhosos a respeito. Emocionantes mesmo. Eles são todos verdadeiros. Viajar com crianças é muito lúdico, uma aventura a cada instante. E, sim, em viagens com crianças, a gente volta a ser criança. Vai a lugares que não iríamos caso estivéssemos cercados de adultos. Sorrimos muito mais. E nos impressionamos muito mais também. Com as nossas crianças e com a nossa capacidade de amá-los tanto. De sexta-feira (9) até ontem, eu e Marcelo embarcamos em uma grande aventura. Levamos João Marcelo e Valentina para um passeio em Buenos Aires. Nós já conhecíamos a cidade. Por um outro ângulo, é bem verdade. O planejamento foi bem diferente, para começo de conversa. Li o livro Buenos Aires com crianças e o blog http://buenosairesparaninos.blogspot.com. Queria as dicas. Museu das crianças, Museu das Ciências Naturais, Parque Temaiken, Jardim Japonês e por aí vai. Continue Lendo →

8 de setembro de 2011

por Christianne Alcantara

Em cada casa, um amor diferente

Outro dia, minha mãe estava lá em casa. Como a maioria das avós, tentava burlar algumas regras para agradar o neto. Dessa vez, queria dar comida na boca do meu filho de cinco anos enquanto ele assistia televisão. João Marcelo explicou:
“Vovó, não posso comer no sofá, nem assistindo televisão. Mamãe não deixa.”
Aproveitei a explicação dele e confirmei:
“É a regra da casa, mãe”.
Nem disse que João Marcelo já comia sozinho e que não precisava colocar a comida na boca dele. Ela respondeu, em tom de crítica:
“Tu também, Christianne… Esses meninos não podem fazer nada… Eu deixava vocês comerem assistindo televisão…” Continue Lendo →

5 de setembro de 2011

por Christianne Alcantara

Medo de perder

João Marcelo olha para mim e dispara:
“Mãe, você agora tem um ano. Gostou?”
Sorrio e respondo:
“Claro, filho. Adorei.”
Ele não se dá por satisfeito:
“Eu também, mãe. Assim, você não morre antes que eu…”

Quase choro com a declaração implícita “tenho medo de te perder, mãe”. E não caberia explicar a ele que não foi por isso que eu adorei, foi só por estar mais nova, na visão dele. Não fazia sentido aprofundar a conversa com uma criança de cinco anos, dizer que eu nunca vou querer morrer antes dela. Que eu não saberia viver com a sua ausência e tudo mais… Ficamos por aí…

1 de setembro de 2011

por Christianne Alcantara

Acima de tudo, eu te amo

Pensando um pouco sobre o temperamento de Valentina, uma criança cheia de vontade própria e determinação, resolvi ler um livro que me foi indicado “Mais segredos da Encantadora de Bebês” para crianças na faixa de 1 a 3 anos. Embora o livro tenha aquele toque americano de receita de bolo (a autora é inglesa radicada nos Estados Unidos) e a maioria de suas “dicas” beirem o senso comum enquanto outras beiram a completa falta de senso, podemos fazer uma seleção e a gente acaba se deparando com algumas observações que podem até ser aproveitadas. De qualquer maneira, para criticar, é preciso conhecer. E “como tudo vale a pena quando a alma não é pequena”, já dizia Fernando Pessoa, deparei-me com um pequeno texto, nesse livro, de uma outra escritora (vejam mesmo), Marian Wright Edelman, que me tocou:
“Eu busco o seu perdão para todos os momentos em que falei quando deveria ter escutado; em que fiquei zangado quando deveria ter sido paciente; em que agi quando deveria ter esperado; em que tive medo quando deveria ter sentido prazer; em que repreendi quando deveria ter incentivado; em que critiquei quando deveria ter elogiado; em que disse não quando deveria ter dito sim, e em que disse sim quando deveria ter dito não.”

P.S. Eu te amo (esse texto aqui é meu, filha)

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