Coisa de Mãe

26 de março de 2013

por Christianne Alcantara

Momento amor próprio

Valentina veste um dos seus mais lindos vestidos, penteia o cabelo e vem prontíssima “para passear”. O pai olha e pergunta, louco por uma resposta no melhor estilo Electra:

– Para quem você está tão bonita assim, Valentina?
Ela ouve a pergunta. Pensa por um momento e responde.
– Para mim.
Simples assim.

4 de março de 2013

por Christianne Alcantara

Cenas de um Complexo de Electra

Electra era filha do rei Agamemnon e da rainha Clitemnestra. Segundo a mitologia grega, o rei foi morto pela mulher e seu amante, Egisto. Furiosa, a filha leva o irmão, Orestes, a vingar a morte do pai, assassinando a própria mãe Clitemnestra. O mito de Electra foi usado por Carl Jung na Psicanálise para definir a atitude emocional em que a filha tem uma identificação tão completa com a mãe que deseja “matá-la” e, assim, ter o pai só para si…
Pois bem, lá em casa paira o mito grego. Se não, analisemos algumas cenas…

Cena 1
Marcelo, demorando a chegar. Valentina olha para mim e pergunta, sorrindo:
– Cadê o nosso marido?

Cena 2
Valentina se arruma toda para passear, olha para mim e diz:
– Vamos perguntar a papai se estou bonita?

Cena 3
Marcelo, dormindo, um sábado desses… Ela me chama, apontando para o pai:
– Mamãe, vamos preparar o café da manhã dele?

Não é à toa que falam sobre a delicadeza das relações entre mãe e filha…

20 de fevereiro de 2013

por Christianne Alcantara

Filho da mãe

Há alguns dias, todos nos deparamos com essa foto nos jornais de todo o mundo. João Marcelo que está lendo tudo, inclusive jornal (coisa que não falta na casa de uma jornalista, claro), não se aguentou e, de repente, ouvi o grito:
“Mãe, mãeeeee!”
Corri, assustada. Pensei logo que o menino tinha caído, feito um galo na cabeça e por aí vai. Ele olhou para mim e perguntou indignado:
“Afinal, mãe, esse presidente da Venezuela tá vivo ou tá morto?”

19 de fevereiro de 2013

por Christianne Alcantara

Penso, logo existo…

Estive fora por alguns meses, muitos meses, longos meses… E voltei. Voltei porque não resisto aos meus filhos. E não vou me entregar a clichês… Não vou dizer que eles são maravilhosos, incríveis, lindos. Eles são. Ponto final. Acho que a criança é capaz de nos surpreender sempre, mas quando são nossos filhos a surpresa é ainda maior. “E por quê?”, andei pensando… Talvez porque nós, mães, não tenhamos a ideia do quanto eles são realmenteincríveis, perspicazes, inteligentes… E, às vezes, porque nos subestimamos e pensamos: “eles saíram de dentro de mim mesmo?” João Marcelo é uma dessas crianças iluminadas. Eu o admiro profundamente. Não apenas por ser meu filho ou por eu ser uma mãe coruja declarada, mas porque ele é surpreendente mesmo. Agora, está meio filósofo e se saiu com uma esses dias… Depois de passar o dia jogando video game com um de seus melhores amigos, Thor, o deus do trovão, estava exausto à noite. Olhou para mim na hora do banho e disse, pensativo:
“Todo mundo pode vencer todo mundo, mas tem uma coisa que é invencível, mãe…”
Aquele suspense… Eu, curiosa, perguntei:
“O que é, filho?”
Ele, ainda pensativo:
“O sono, mãe, o sono é invencível…”

É por essas e outras que eu retomei o blog…
Obrigada a todos e todas que têm me acompanhado, mesmo na minha ausência, deixando comentários e se queixando da falta de novos posts. Estarei mais presente a partir de agora… Bjs.

7 de agosto de 2012

por Christianne Alcantara

Amor que não se mede

Descobri o amor incondicional quando amamentei meus filhos. Não sei se já falei isso por aqui… Quando os recebi nos braços, numa sala fria de hospital, ainda não sabia o quanto os amava ou mesmo se os amava… A dor inicial, a falta de jeito, a insegurança e, principalmente, a superação de todas essas dificuldades é que me fizeram entender que eu tinha descoberto o “maior amor do mundo”. Eu estava amamentando João Marcelo quando, de repente, lágrimas rolaram copiosamente. E não eram de tristeza. Eram de uma felicidade plena. Um ano de amamentação, apesar de todas as restrições alimentares que sofri devido à alergia dele à proteína do leite de vaca. Muito leite doado ao Imip e uma total realização como mãe. Valentina me comovia todas as noites com sua avidez e persistência. Não largava o peito. É verdade que eu quase morri de tanto amamentá-la, mas fomos até o fim. Seis meses exclusivos de leite materno e ela ainda mamou até um ano e quatro meses. Não chegamos aos dois anos que a Organização Mundial de Saúde orienta, mas chegamos ao nosso tempo. Continue Lendo →

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