Coisa de Mãe

25 de maio de 2008

por Christianne Alcantara

Ausência

Pessoal, desculpa a ausência esses dias todos… Estou há exatos quinze dias administrando uma conjuntivite miserável, daquelas que eu não conseguia sequer pensar em abrir o computador. Ainda não estou boa: é antibiótico, corticóide, soro fisiológico. De uma forma ou de outra, estou melhorando. Nunca tinha tido e não pensei que fosse tão ruim… Bom, pelo menos agora já está dando pra encarar o computador…

16 de maio de 2008

por Christianne Alcantara

Jadilma e Isadora

Dois dos principais jornais do Recife deram hoje, na primeira página, a notícia do reencontro de Jadilma com Isadora. Jadilma, a mãe, e Isadora, a filha seqüestrada com menos de 24 horas de nascida por Divanir Maria da Silva. A seqüestradora que saiu, com a menina nos braços, do Hospital Central de Paulista foi denunciada e já está presa na Colônia Penal Feminina do Recife. Caso encerrado, final feliz. Ficam, entretanto, algumas reflexões. Não vou nem querer imaginar o desespero de Jadilma com o seqüestro da criança. Muito menos especular sobre a dor de um bebê que procura o calor dos braços da mãe, o peito que alimenta e a voz que acalma, mas não encontra. Entretanto, acho que vale a pena refletir sobre a facilidade com que uma desconhecida entra num hospital e sai com uma criança nos braços de forma, aparentemente, tranqüila. Refletir ainda sobre a “coincidência” de a mulher que seqüestrou Isadora morar a apenas duas ruas de distância da casa de Jadilma. E mais: refletir sobre a freqüência com que esses fatos ocorrem no Brasil. De vez em quando, uma notícia de uma criança seqüestrada na maternidade. A falta de segurança nos hospitais, a negligência podem ser cogitadas. O final feliz é um alívio, mas não pode colocar uma pedra numa situação que se repete em várias cidades do País. Algum procedimento institucional falhou. Ou o seqüestro não teria havido. As autoridades precisam investigar até o fim para inibir outras ocorrências do tipo.

15 de maio de 2008

por Christianne Alcantara

Compositor nato

João Marcelo (pra quem ainda não sabe, meu filhote de dois anos e quatro meses) sempre gostou de música. Desde que estava na minha barriga… Quando eu conseguia dar um tempo na minha vida agitada, parava, deitava e levantava as pernas, não dava outra: era colocar o cd “Beatles for babies” (recomendo às mães que estiverem grávidas) que ele parava de se mexer e ficava bem quietinho. Pois é, ele nasceu, foi crescendo e aqui em casa a gente gosta de ouvir boa música. Desde um ano de idade, João Marcelo vem demonstrando que sente muito prazer com sons. Ele sempre transformava os brinquedos em alguma coisa sonora. Por exemplo: pegava o carrinho e fazia dele um instrumento de percussão contra o chão… De repente, começava a cantarolar pela casa… Comecei a perceber esse gosto musical e a comprar cd pra ele ouvir (dá uma olhada na lista). Depois, os presentes que ele escolhia eram sempre instrumentos musicais… A madrinha (minha irmã) deu a ele um cavaquinho; minha mãe, uma sanfona, e eu descobri uma professora que trabalha com pré-musicalização para bebês. Duas, na verdade: Isabel e Adna. Uma vez por semana, vamos ao Rosarinho e Isabel apresenta os instrumentos, estimula João Marcelo a se movimentar, a cantar e a tocar também. Eu participo da aula que, por enquanto, é individual. Ele é o primeiro aluno dela nessa faixa etária. Pois é, agora descobrimos uma nova faceta dele: a aptidão para compor… Vejam só! Há um mês estávamos em Gravatá e do nada ele começou a cantarolar uma música que eu não sei de onde ele tirou: “Tá, tá, tá… tá passeando em Gravatá…”. Mas a melhor de suas composições, a que merece o prêmio Grammy, foi a que ouvimos hoje. Ele me chamou e eu respondi: “Já vou, filho!” Então ele começou a cantarolar: “Se essa rua, se essa rua fosse minha, eu mandava, eu mandava ladrilhar (ele não fala ladrinhar, ele fala alguma palavra que significa isso, entende?) com pedrinhas, com pedrinhas de brilhante (outra palavra que a gente supõe que seja brilhante), para mamãe, para mamãe passar…” Eu tinha ou não tinha que registrar? Se eu não registrasse essa, o blog teria que mudar de nome…

14 de maio de 2008

por Christianne Alcantara

Içami Tiba no Recife

 O autor de “Quem ama, educa!”, Içami Tiba, vai dar uma palestra no Recife, no próximo dia 02 de junho, às 20h, no Mar Hotel. Tema: Quem ama, educa! Formando cidadãos éticos. O evento é aberto ao público e você pode conseguir mais informações pelo telefone 3231.4997, com Jaqueline Salles. Confesso que discordo de uma série de suas afirmações categóricas. Quem sou eu pra discordar de um autor que já vendeu mais de dois milhões de livros falando sobre educação? Sou, primeiro, um ser pensante; depois, sou mãe, ora! De qualquer forma, para discordar tive que conhecer, lendo alguns dos seus livros. Uma palestra como essa, de uma maneira ou de outra, é sempre uma oportunidade de discutirmos questões pertinentes à formação dos nossos filhos. Pode ser interessante conferir! Deixo a dica.

12 de maio de 2008

por Christianne Alcantara

Adormecido ou acordado?

Às vezes, João Marcelo está dormindo, mas posso jurar que ele está acordado. Agora mesmo, estava aqui, no escritório, que fica ao lado do quarto dele, e ouvi um choro… Pensei que fosse um choro. Não era. Acho que ele estava sonhando. Depois ouvi: “Mamãe…”. Pronto, agora ele acordou. Fui lá e ele estava dormindo. Ele dorme a noite inteiiiira, diga-se de passagem. É melhor não se gabar, mas que é uma bênção, é. Ele dorme assim desde os três meses de idade. Agora arrasei! Muita mãe deve estar pensando, com um certo despeito: “Esse menino não mamou!” Mamou, sim, querida (matei de inveja, morreu, vai sair do blog… sai não, vai… tô gostando tanto desta brincadeira de postar mensagem sobre esta viagem que é ser mãe…)! A pediatra de João Marcelo, um amor, batia na madeira, quando perguntava sobre o sono dele e eu respondia com uma tranqüilidade de quem dorme a noite toda muito bem, obrigada. Teve um período que ficou complicado… Lá pelos nove meses, quando começaram a nascer os dentes. Foi uma aventura. Uns três meses em claro durante quase a noite toda. O menino só queria peito, peito, peito. Coçando a gengiva, ele me feriu. Se eu disser que não senti, vocês acreditam? Ou eu estava dormindo na hora que ele me feriu ou eu já estava tão escaldada com os percalços da amamentação que nem percebi. O problema é que eu adorei amamentar. Sei que há mães que não gostam. Eu não as culpo. Não é fácil!!! Quem disser que é fácil, desculpe, eu discordo. Dá um prazer enorme, mas também tem suas vicissitudes… Mas voltando: o fato é que ele me mordeu. Foi o que o cirurgião-pediatra disse. O menino só fazia cocô preto… E vocês sabem: cocô preto… tá perdendo sangue (foi o que pensamos). O cirurgião-pediatra olhou pra João Marcelo e disse: “Um menino corado desse, perdendo sangue? Senhora, o seu peito deve estar com alguma fissura”. “Mas, doutor, eu retiro leite com as máquinas elétricas e o leite sai branquinho, sem qualquer sinal de sangue…”. Ele riu: “Elas não puxam tão profundamente quanto os bebês. A senhora vai observar, quando o estiver amamentando, se a boca dele não fica vermelha…”. Saímos do consultório. Silêncio total. João Marcelo não dava um pio. Claro que estávamos aliviados com a avaliação médica. Mas vocês sabem como é: o menino fazia cocô preto há três dias e a gente já tinha passado por quatro médicos. Pairava um silêncio dentro do carro. Marcelo, de repente, começou a rir. Eu também, claro. Ainda bem que ele estava rindo da minha leseira de mãe… Eu tinha que fazer eco! Não fez uma reclamação sobre a minha inexperiência (ou demência? olha a rima, jornalista!). “Coisa de pai quase mãe”. João Marcelo, sabendo o que tinha aprontado, nesta noite, dormiu tranqüilamente, sem que ouvíssemos sequer um suspiro.

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