Coisa de Mãe

12 de maio de 2008

por Christianne Alcantara

Entrevista

Marília Gabriela fez uma entrevista ótima com a atriz Denise Fraga ontem, no canal GNT. Vão reprisar o programa amanhã, às 22h30. Vale a pena dar uma zapeada. Denise Fraga escreve uma coluna interessante na Revista Crescer, intitulada “Travessuras de Mãe”.

11 de maio de 2008

por Christianne Alcantara

Presente

Bom, Dia das Mães. Um blog intitulado Coisa de mãe não pode passar em branco num dia como esse. De qualquer maneira, passei o dia refletindo sobre o dia. Não tive outra coisa a fazer porque fiquei confinada em casa, com uma confirmação de conjuntivite e uma suspeita de dengue. Deitada na cama e isolada do meu filho, por motivos óbvios. Ganhei presente, claro. Lindos. Um do pai, outro do filho. Mas o melhor de todos veio agora à noite. Na hora de colocá-lo para dormir. Considerando meu estado, eu não seria a pessoa mais indicada para fazê-lo dormir hoje, mas não teve jeito. Havíamos passado o dia separados e a frase “Eu quero minha mamãe” fez com que eu ignorasse a prudência e fosse contar historinhas para ele. Fiquei afastada dele, diferentemente de todas as noites. E ele começou: “Mamãe, deita no meu travesseiro”. Eu expliquei que não podia, estava doente e não queria que ele pegasse… Ele respondeu, colocando a mão ao redor do meu pescoço, no abraço mais carinhoso do mundo: “Quer que eu bote remédio? Eu cuido de você, mamãe”. Foi quando recebi o maior dos meus presentes e agora acho que minha imunidade deve dar o ar da graça.

9 de maio de 2008

por Christianne Alcantara

Gostaria de saber se aí tem mangueira…

A escolha da primeira escola para os filhos não deve ser fácil para ninguém… Aqui em casa, acho que foi um pouco mais difícil… Sempre fui aquela que se preocupa com o macro; o pai, que ocorre de ser também meu marido, sempre foi aquele dos mííínimos detalhes, se é que vocês me entendem… Vou explicar: ele é engenheiro elétrico. Quando terminávamos de visitar cada uma das escolas que tivemos a chance de conhecer (cerca de 15), vinha a frase: “Pontos positivos (eu sempre começava): ‘a proposta pedagógica (quando era o caso), o espaço físico’ e por aí vai; Pontos negativos (em geral, era a vez dele): ‘tinha um fio solto acessível a qualquer criança, você viu aquela escada?” Até aí, tudo bem. Um belo dia de novembro, em uma das visitas, ele disparou: “Por que toda escola tem uma mangueira, hein?” Demorei um pouco para entender do que ele estava falando. Mangueira? Que mangueira? Foi quando ele explicou que toda escola que a gente visitava tinha uma mangueira no parque. É, uma mangueira, aquela árvore que dá manga e uma sombra maravilhosa… A princípio, não entendi nada. Marcelo – o nome do pai de João Marcelo, meu filho (haja criatividade) – morou em casa a vida inteira, lá em Casa Amarela. Se tem uma coisa que não falta naquela casa é mangueira! E o homem estava preocupado com as mangueiras das escolas. Mas ele não se fez de rogado e me deixou em estado deplorável: “Estou pensando na segurança de João Marcelo. Se uma manga cai na cabeça de um desses meninos, acabou, morre na hora”. E eu me perguntei: “Como não pensei nisso antes?” Agora tínhamos mais um ponto negativo nas avaliações das escolas: a bendita mangueira. Podemos garantir, com conhecimento de causa: todas as escolas que visitamos tinha lá a majestosa mangueira. Imponente, como a desafiar-nos a matricular João Marcelo. Ela parecia olhar pra mim com um certo desprezo e pra Marcelo… com deboche. Entrávamos no carro e o primeiro ponto negativo era a mangueira. Ironicamente, manga é a fruta preferida dele. Confesso que já estava meio descrente de que conseguiríamos matricular João Marcelo para o início de 2008. Não chegávamos a um consenso. Até que fomos visitar a última escola da lista. Todos nossos amigos a haviam apontado como uma das melhores do Recife. Só que ela fica longe pra gente. Pense numa contramão! Mas, sabe como é: mãe é mãe, pai é pai… Educação é tudo que a classe média trabalhadora pode oferecer aos seus filhos… Enfim, todo esse discurso que vocês já conhecem. Confesso que minha vontade era chegar à portaria da escola e perguntar: “Gostaria de saber se aí tem mangueira…” Pra não perder tempo… Tempo é dinheiro e minha paciência estava para se esgotar a qualquer momento. Resisti. Entramos, conversamos com a coordenadora, voltei às minhas preocupações pedagógicas. Ficamos impressionados. Chegou a hora de conhecer as dependências da escola. Fiquei torcendo para não encontrar a mangueira de novo, aquela dos meus pesadelos mais recentes. Mas não deu outra. Ela estava lá, impassível. Não consegui ver mais nada. Olhei pra ele e disse: “Aqui também tem mangueira, meu bem” (sabe aquele ‘meu bem’ enfático, aquele ‘meu bem’ que queria dizer que ia esganá-lo ou mandar derrubar a mangueira…) Ele respondeu: “Pelo menos, aqui o pessoal é inteligente. Colocou uma rede (dessas que a gente coloca nas janelas dos apartamentos para evitar acidentes com as crianças)”. Olhei de novo e vi. Nunca fiquei tão feliz por ver uma rede. Ela protegia o parque das eventuais mangas que caíssem sem prejudicar o ambiente, mantendo-o arborizado e agradável. Sorri aliviada.

8 de maio de 2008

por Christianne Alcantara

O primeiro comentário, a gente nunca esquece

Natália foi uma mãe que me inspirou muito quando eu me encontrava em estado interessante. E foi dela o primeiro comentário publicado no blog. Não por acaso. Natália é muiiiito mãe! Mãe coruja, mãe doce, mãe firme. É Coisa de mãe rejeitar promoção no emprego pra ficar mais tempo com os filhos, não é não? Deu uma sugestão super interessante sobre o horário de entrada das crianças na escola… Ela lembrou o quanto nós, matriarcas, ficamos à vontade no ambiente escolar. Além disso, acho que toda mãe tem uma pra contar sobre esse momento fatídico! João Marcelo, que está na fase de adaptação escolar, sempre apronta uma. Depois passo por aqui e conto!

7 de maio de 2008

por Christianne Alcantara

Mãe é mãe

Acabo de chegar do aniversário de um dos coleguinhas do meu filho, João Marcelo. Sentei à mesa com outras mães de colegas da escola… Conversamos durante mais de duas horas, foi divertido. Mas só agora, depois de chegar à minha casa, percebi. Passamos todo o tempo falando das crianças. Não me lembro de nenhum outro assunto que não tivesse relação com elas. “Ele é assim, ela é assado… Quando ele se comporta dessa maneira… Olha a alegria dele… Ela está gripando tanto…” Cheguei à conclusão de que mães, quando se reúnem, só têm um assunto: filhos (as) etc e tal. Filhos e assuntos correlatos. Ponto final. É Coisa de mãe trocar idéias com outras mães. É agradável falar neles, deles, estar ali com eles. O maior barulho, criança correndo pra lá e pra cá… E tudo perfeito! Tudo no seu devido lugar. Nós, mães, sentadas à mesa, a conversar, enquanto percorríamos o salão com os olhos, à procura dele ou dela. Freqüentemente, uma de nós se levantava e ia curtir as crianças, brincar, observar o que estavam fazendo. Um no pula-pula, outra na piscina de bolas, mais uma na casinha que compunha o cenário da fazendinha… Sempre eles, o centro das atenções… Só agora me dei conta. Só agora percebi como falamos o tempo todo sobre eles, instintiva e amorosamente… Mais uma Coisa de mãe…

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