Pois é, desculpem a ausência. Depois dou minhas explicações de mãe, mulher, profissional, dona de casa e outras coisas mais que nós, mulheres, sabemos usar muito bem para justificar nossos escorregos eventuais…
Por enquanto, saibam que voltei!
28 de maio de 2009
Pois é, desculpem a ausência. Depois dou minhas explicações de mãe, mulher, profissional, dona de casa e outras coisas mais que nós, mulheres, sabemos usar muito bem para justificar nossos escorregos eventuais…
Por enquanto, saibam que voltei!
25 de abril de 2009
Paris é linda. A cada esquina, uma doce surpresa, um encontro inesperado. Aos poucos, aquela tranqüilidade dos viciados: Viver um dia de cada vez é o segredo. E, assim, descobrimos belos momentos de harmonia. “La vie en rose”, letra de Edith Piaf e melodia de Louis Gugliemi, é o tema apropriado para este post.
http://www.youtube.com/watch?v=rKgcKYTStMc
20 de abril de 2009
Aqui, na Espanha, pelos “paseos”, sopra um vento frio. As flores enchem de cor os dias, nem sempre bonitos… Ouvi o Noturno Op. 9 nº 2 de Chopin e chorei. Metade saudade, metade alegria por estar presenciando aquela cena em plena praça pública. Sentei-me nas escadarias de uma igreja fechada, abracei-me a Marcelo e chorei, emocionada, enquanto um senhor tocava a música num teclado gasto pelo tempo, mas ainda afinado. Sentia um cheiro de primavera no ar e uma dor misturada com plenitude, também conhecida como “aperto no peito”. Era bom, mas era ruim, se é que me entendem… Belos dias, tenho vivido…
Para quem quiser ouvir um pouco de Chopin:
http://blogln.ning.com/video/2189391:Video:45130
18 de abril de 2009
…o Dia Nacional do Livro Infantil. Não por coincidência é também o Dia de Monteiro Lobato. Na verdade, Monteiro Lobato (foto) nasceu em 18 de abril de 1822. Daí a referência à data também como Dia Nacional do Livro Infantil. Aliás, se você, a esta altura, ainda não se lembra quem foi Monteiro Lobato, provavelmente, desculpa, mas você não teve infância… É uma pena, mas eu posso compartilhar um pouco da minha com você. Quando eu tinha meus seis para sete anos, costumava imaginar que vivia num sítio chamado Sítio do Picapau Amarelo. Lá, tudo era possível. Eu sonhava que era uma menina de nariz arrebitado, tinha uma avó que me contava inúmeras estórias e ainda era dona de uma boneca capaz de falar. Nesse mundo, eu reinava, soberana. Ah, claro que eu sonhava também com um primo corajoso e valente que fosse uma mistura de irmão com príncipe encantado… Passava horas provando cada quitute que a cozinheira do sítio preparava (conseguia sentir até o cheiro) e acreditando ter a sabedoria de um sabugo de milho (imaginem só!). Minha infância era um mundo de fantasia. Eu também sofria alguns sobressaltos, claro. Vivia um pouco assustada com os monstros que rondavam meu sono: Cuca, Saci, Mula sem cabeça e por aí vai. Foi quando, ainda criança, descobri um pouco mais sobre a riqueza do folclore brasileiro. Aí meu mundo ficou ainda maior, cheio de uma felicidade que reunia muita imaginação e um pouco de conhecimento. Nossa, quando olho para trás, reconheço uma infância feliz, regada à leitura e curiosidade. Que o meu filho possa ter uma infância ainda mais feliz que a minha. Esse é o meu desejo para este dia de muitas recordações…
Uma dica para a data de hoje não passar em branco… Leve seu (sua) filho (a) a uma livraria, compre um livro e melhor que tudo: Leia com ele (ela) uma estória infantil. Ele (ela) vai se lembrar deste dia feliz da infância – tempo que, num piscar de olhos, não volta mais.
17 de abril de 2009
São milhares de quilômetros de distância. A saudade, muito maior que a distância… Enquanto isso, vou maternando meu afilhado de sete anos, Iago, aqui em Madri. A uma temperatura de 10° C, beijos, abraços, dengos, muitos agasalhos e as insdispensáveis histórias antes de dormir. Claro que são histórias diferentes das que costumo contar em casa. Nada de Chapeuzinho Vermelho ou Os Três Porquinhos (mais saudade)… Aqui, conto como o mundo surgiu e falo sobre a teoria evolucionista e tudo o mais. Papo-alto-nível! Assim, vou driblando as lembranças e vivenciando outras situações, mas meu lado materno continua à flor da pele. Desta vez, sem culpas. A viagem, seguramente, começou…