Coisa de Mãe

25 de janeiro de 2011

por Christianne Alcantara
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Por que não é fácil crescer

Valentina está com quase 1 ano e 2 meses, mas não anda com segurança. Apenas dá umas passadas de um canto para outro. Tudo dentro da normalidade, nada de preocupações. Mas a “demora” me fez pensar em como é difícil crescer. Implica em algumas perdas. Quando a gente começa a andar, o colo da mãe passa a ser menos utilizado. Quando crescemos, perdemos o peito da mãe (no sentido literal). O tratamento torna-se outro: “Você já é grande, não é mais um bebê…” Quando crescemos, crescemos. Construímos novas perspectivas. E eu confesso que desejo ver meus filhos crescer, mas, às vezes, impulsionada por um egoísmo profundo, gostaria que eles não crescessem nunca. Hoje, Valentina escorregou da almofada de amamentação e saiu se segurando nos móveis e andando. Eu disse, sorrindo: “Vai ganhar o mundo, filha.” Ela sorriu de volta e foi, apoiando-se na parede. Eu fiquei, observando-a ir. E pensei que é só o começo das muitas investidas dela pelo mundo…

14 de janeiro de 2011

por Christianne Alcantara

Estomatite aftosa: O diagnóstico

Valentina está melhor, a febre passou. Era mesmo viral, o quadro, conforme a médica previra (Uma luz no fim do túnel). Uma estomatite aftosa foi responsável pela febre altíssima, perda de peso, grande quantidade de salivação e, claro, rejeição aos alimentos. A garganta estava repleta de aftas. Com isso, Valentina só aceitava líquidos frios ou alimentos batidos no liquidificador. Assim mesmo, só quando aplicávamos uma medicação oral que anestesiava a região meia hora antes da refeição. Foram cerca de dez dias de dor e incômodo. Agora que está passando, ela volta a sorrir. E Valentina fica linda sorrindo…

12 de janeiro de 2011

por Christianne Alcantara

Mãe é mãe

Noites inteiras sem dormir, controlando a febre de filho (a), amamentação às 5 da matina, trabalho às 8h, ligações para casa de meia em meia hora, corrida na hora do almoço para ver se filho (a) está melhor e por aí vai… É por essas e outras que este blog se chama Coisa de mãe.

10 de janeiro de 2011

por Christianne Alcantara

Uma luz no fim do túnel

Valentina completa hoje 1 ano e 1 mês. Desde terça passada, desencadeou um processo que oscila entre febre, tosse, garganta inflamada e nariz que mais parece um chafariz (desculpem a rima). Além do cansaço, provocado pelas noites mal dormidas, a preocupação com uma “virose” que vem se estendendo há seis dias. De qualquer maneira, para além das preocupações, o post vem fazer um registro: Finalmente, fui atendida por uma médica capaz, numa emergência pediátrica. Tenho um filho de 5 anos, João Marcelo. Então, devo admitir que conheço emergências pediátricas e estou acostumada com os procedimentos. Embora o primogênito não seja uma criança que adoeça muito, é claro que já fomos algumas vezes a emergências pediátricas. Já registrei em outro post toda a minha indignação quanto ao tratamento dispensado por alguns médicos que trabalham nessas emergências. Semana passada, a situação se repetiu. Imaginem o cenário: Filha doente, febre alta (39,5°), nariz entupido, sem comer nada. Chego à emergência, relato o quadro para uma médica que devia ser uma estagiária – com todo o respeito aos estagiários, uma vez que há estagiários inclusive mais competentes do que muitos profissionais. Ela fez a ausculta pulmonar e cardíaca. “Pronto, mãe. Ela está bem. É só um resfriado”. Retruquei: “Mas, doutora (tive vontade de usar outro nome), ela está sem comer. Será que não é nada na garganta?” Ela olhou para mim como quem pensa que mãe é tudo igual e respondeu: “É um resfriado, mãe. Quando a gente tem resfriado, a gente não quer comer”. Ah, tá, agora a explicação “médica” de que eu precisava. A “doutora” não examinou nem os ouvidos nem a garganta da pequena. Saí indignada. Novamente. Mas, a pediatra de Valentina está de férias e não tinha jeito. A alternativa era mesmo a emergência pediátrica. Recorri a outro hospital, completamente descrente. Mas, como nem tudo está perdido, veio a grata surpresa. Ao ser atendida, a médica conversou sem pressa. Perguntou detalhes do quadro de Valentina. Examinou cuidadosamente. Depois, foi precisa: “Ela está com a garganta inflamada, e repleta de aftas. Por isso, não consegue comer. O processo vai de quatro a cinco dias.” Passou um antiinflamatório local meia hora antes das refeições. A previsão se confirmou. No quarto dia, a febre foi embora. Valentina passou a comer melhor. Durante mais de 24 horas, minha filhota não teve febre. Ontem, voltou a febre. Liguei para a emergência pediátrica e procurei saber quando era o plantão da médica que havia nos atendido. Voltamos e novamente imperou a segurança de quem sabe o que está fazendo. “Realmente, já faz seis dias, mas o quadro geral dela é bom e a febre já não está tão alta. Além disso, passou mais de 24 horas sem febre. Não vou furá-la. Vamos esperar até amanhã. Só volte se ela estiver com febrão. Caso contrário, vamos controlar. Caso a febre, mesmo baixa, perdure até quinta-feira, então, vamos furá-la. No mais, muito líquido”. Naquele momento, entendi o sentido da frase “uma luz no fim do túnel”. E concluí: Emergência, seja ela qual for, não é lugar para principiantes. Os profissionais recém saídos das faculdades de Medicina precisam ser supervisionados. Provavelmente, por uma questão de economia, são contratados médicos novos e sem experiência. É uma irresponsabilidade por parte dos grandes hospitais. Uma vergonha!

P.S. Respondam a enquete ao lado!

4 de janeiro de 2011

por Christianne Alcantara

Palmas para o recomeço

Ano novo, recomeço. Começar de novo não é lá muito fácil. Exige um esforço, uma força que não se sabe de onde vem. É como se levantar da cama em dia de chuva. A gente suspira e clama pela CORAGEM! Começar de novo é assim… É preciso coragem. É preciso se lançar novamente. É necessário ousar. É como criança, quando começa a andar. Dá dois passos e depois se joga nos braços de quem confia. Valentina, minha filha de 1 ano, tem me ensinado essa estratégia. Ela dá uns passos inseguros e se joga nos meus braços. Depois, sorri e bate palmas. Como se estivesse aplaudindo sua própria coragem. Uma vez, ouvi um pastor, em uma cerimônia de casamento, falando sobre como é belo o começo de uma relação. É especial, único. Mas o recomeço, ele completou, é sublime. Porque, para recomeçar, é preciso coragem, muita coragem. Desejo a todos um ano de sublimes recomeços. Como este.

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