Valentina está com quase 1 ano e 2 meses, mas não anda com segurança. Apenas dá umas passadas de um canto para outro. Tudo dentro da normalidade, nada de preocupações. Mas a “demora” me fez pensar em como é difícil crescer. Implica em algumas perdas. Quando a gente começa a andar, o colo da mãe passa a ser menos utilizado. Quando crescemos, perdemos o peito da mãe (no sentido literal). O tratamento torna-se outro: “Você já é grande, não é mais um bebê…” Quando crescemos, crescemos. Construímos novas perspectivas. E eu confesso que desejo ver meus filhos crescer, mas, às vezes, impulsionada por um egoísmo profundo, gostaria que eles não crescessem nunca. Hoje, Valentina escorregou da almofada de amamentação e saiu se segurando nos móveis e andando. Eu disse, sorrindo: “Vai ganhar o mundo, filha.” Ela sorriu de volta e foi, apoiando-se na parede. Eu fiquei, observando-a ir. E pensei que é só o começo das muitas investidas dela pelo mundo…
Por que não é fácil crescer
25 de janeiro de 2011