
Prestes a fazer uma cirurgia para retirada da vesícula biliar, uma colecistectomia, como preferem os médicos, fico pensando nessas coisas que mãe pensa… E se acontecer alguma coisa? Quem vai cuidar dos meus filhos? Claro, tem o pai, mas não é a mamãe e por aí vai… Um sentimento bem comum, humano. Entretanto, tem me feito refletir sobre essa onipotência materna que, acredito, a maioria das mães desenvolve… Essa visão de que só ela pode dar o melhor, proporcionar o melhor para o filho… Uma ilusão que se dissipará em breve por aqui, quando, na minha fase pós-operatória, tudo continuar acontecendo na vida dos meus filhos da mesma maneira. Eles seguirão em frente com a rotina deles enquanto eu me recupero. Simples assim. Não haverá mudanças significativas no cotidiano deles. Haverá na minha. E é aí que mora a questão sobre a qual tenho refletido. O que é meu e o que é deles. O que é necessidade deles, o que é necessidade minha. Se abro mão de uma série de oportunidades, no trabalho, por exemplo, é por eles ou por mim mesma? É porque eles necessitam desse tempo comigo ou é porque eu resolvi dedicar esse tempo a eles, acreditando que é o que tenho conseguido fazer de melhor? Não tem problema algum que seja por mim mesma. É legítimo. Contanto que eu tenha consciência disso e não me pegue dizendo algo para eles, no futuro, como: “Eu abri mão de minha vida profissional para cuidar de vocês…” Contanto que eu seja justa. Com eles, sim, mas antes de tudo comigo mesma.
A parte que me cabe
11 de novembro de 2011 8 Comentários
11 de novembro de 2011 às 16:51
Fica assim não amiga, toda mãe dedicada sofre de uma forma ou de outra, viva a vida como se o hoje fosse o último dia e o amanhã só a DEUS pertence. Que DEUS te abençoe, vai dar tudo certo e logo logo tudo vai voltar ao normal.
Bjão
12 de novembro de 2011 às 19:58
ameiiiii esse blog!! Tambem estou iniciando um assim. Me sigammmmmmm
12 de novembro de 2011 às 23:01
Como sempre, ótimo. Realmente é para refletir.
14 de novembro de 2011 às 15:21
Com certeza, as nossas opções hoje devem vir acompanhadas de que são escolhas apenas nossas, sem culpabilizar o outro (filho(a)) . Esse seu sentimento é de fato real e muito forte em minha vida. Maravilhosas, suas palavras!!!! Bjs
25 de novembro de 2011 às 10:34
Não se questione tanto!!!
Fazem 15 anos que sou mãe, tenho 2 filhos e escolhi ser mãe em tempo integral por este tempo todo. Não me arrependo mas percebo hj que se eu não estiver feliz e plena, não vou conseguir ser uma boa mãe. Nossos filhos precisam da nossa atenção, muito dialogo, boas risadas, eles precisam nos admirar como pessoa pra dar valor e seguir nossos exemplos. Eles não precisam da nossa anulação. Parece egoísta!!! não é. A vida nos exige equilíbrio e ponderação. Encontrei a minha na ioga, consegui eliminar a ansiedade, enxerguei coisas que antes não percebia, fiquei muito mais confiante. Mente sã, vida equilibrada, família feliz, tudo no lugar… Espero ter contribuído de alguma forma. Beijuss e boa sorte.
23 de janeiro de 2012 às 10:49
Obrigada, Regiane. Contribuiu muito! Volte sempre!
27 de dezembro de 2011 às 23:04
Sinto-me assim tb,refletindo sobre essas opções que fazemos…
Tive uma filha e após 15 anos,resolvi ter outro. A gravidez me pegou num momento de ascensão profissional e o nascimento da minha segunda filha foi como um divisor de águas em minha carreira.
Optei por ficar o máximo de tempo com ela e nesse primeiro ano,trabalhei apenas dois dias na semana.
Agora,para 2012,planejo colocá-la na escolinha e ir retomando a vida profissional.
Não me arrependo,mas sinto o impacto dessa escolha no meu peso,que aumentou por ficar mto tempo em casa,na minha auto estima e inclusive,no comportamento dela,que é uma criança extremamente apegada a mim.
Gostei da sua reflexão!
17 de janeiro de 2012 às 10:46
Obrigada, Viviane. É bom compartilhar e conhecer a realidade de outras mães. Assim, ficamos nos sentindo menos solitárias e mais normais. O seu comentário também me faz refletir sobre em como a maternidade é algo forte nas nossas vidas e o quanto abdicamos de tantas coisas em nome de exercê-la de forma mais plena.
Bjs.
Volte sempre!