Coisa de Mãe

24 de novembro de 2009

por Christianne Alcantara

Sobre sensibilidade, expectativa e outras coisas de grávida…

Nunca escondi o quanto me sinto sensível na gravidez. Pelo contrário. Sempre fiz questão de divulgar para as mães que, sim, elas podem sofrer, lamentar o mau humor (fruto da alteração hormonal, ou não), dizer que nunca vão engravidar de novo (“mentiras sinceras me interessam”) e, apesar de tudo isso, estarem super felizes com o fato de estarem grávidas! Não são sentimentos excludentes, sabe? Aliás, nada em mãe é excludente. Tudo cabe, tudo é possível… Falando nisso, fui comprar umas últimas peças que faltavam para o “guarda-roupa” de Valentina e me perguntaram, olhando para minha enoooorme barriga: “É para quando?” Respondi que dependia de Valentina, mas que a expectativa era muito grande e que eu já não aguentava mais esperar. Foi quando a vendedora, que nunca engravidou, diga-se de passagem (sim, porque fiz questão de saber quantos filhos ela já tinha parido), veio com essa: “Mas esperar um filho é ruim?” Minha filha, esperar é ruim. Ter esperança é que é bom, expliquei sem muita paciência (intolerância já é um defeito meu quando não estou grávida; grávida, então, nem se fala…). Depois que ela respondeu que nunca tinha engravidado na vida, a minha impaciência aumentou consideravelmente, devo registrar… Apesar de não externar, perguntei cá com os meus botões, com que autoridade ela  julgava a minha ansidade, afinal? Pois é, mães, não sintam culpa! Vocês têm todo o direito de ir à loucura, nos primeiros três meses, pelos menos (se ficarem de cabeça para baixo durante os nove, como eu, tudo bem, também). Têm todo o direito de ficarem ansiosas sempre e de se cansarem de esperar depois de mais de nove meses sem que as dores do parto apontem. Visto por outro lado, ainda tem um fato positivo: Lembrem-se de que este é um teste infalível no que diz respeito ao selo de qualidade do maridão. Se ele aguentar tudo isso e depois ainda quiser outro filho, fiquem certas de que o casamento é capaz de resistir a quase tudo…

E você? Como se sente durante a gravidez? Comente e vote na enquete!!!!!!

23 de novembro de 2009

por Christianne Alcantara

Sorriso de filho

Quem tem filho (a) sabe: Não há nada mais emocionante do que o sorriso de um filho (a). Aquele sorriso aberto, de quem é (ou está) realmente feliz. Mesmo quando é ainda banguelo, meio feioso, mas maravilhoso, intenso, autêntico. Pois é. Adoro ver meu filho sorrir. Primeiro, porque é contagiante e me comove profundamente. Segundo, porque não há nada que me faça mais feliz do que ver o meu filho feliz. Filhos, melhor tê-los, Vinícius de Moraes, onde quer que você esteja!!!

22 de novembro de 2009

por Christianne Alcantara

Inspiração Zero

Envolvida com tantas coisas práticas, com um dia a dia louco em que minha única preocupação é organizar tudo para a chegada de Valentina, sem deixar João Marcelo em segundo plano, minha inspiração é zero para expressar qualquer sentimento que não seja cansaço! E aí, ainda bem que o poeta Fernando Pessoa, ops, Álvaro de Campos já o fez por mim:

“O que há em mim é sobretudo cansaço –
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
A sutileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas –
Essas e o que falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada –
Três tipos de idealistas, e eu nenhum dêles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser…
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto…
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço… ”

(Álvaro de Campos)

17 de novembro de 2009

por Christianne Alcantara

Para Valentina, com esperança

Que os dias passem correndo e que você chegue repleta de luz e força. Que o seu olhar encontre o meu no primeiro momento. Que o seu choro se transforme em serenidade, ao ouvir minha voz. Que o meu peito possa matar sua fome e preencher sua carência de afeto e acalanto. Que sejamos próximas e cúmplices. Que o nosso amor seja recíproco e tranquilo. Que nos comuniquemos com um simples olhar. Que nossos gestos sejam de compreensão, não de intolerância. Que nos admiremos mutuamente, não como mãe e filha, mas como mulheres. Que tranformemos essa “delicada” relação entre mãe e filha em uma relação sem cerimônias. Que vivenciemos um grande encontro, enfim.

16 de novembro de 2009

por Christianne Alcantara

Grude

João Marcelo, ontem, na hora de dormir, deitado ao meu lado, veio com essa: “Mãe, quero ficar grudado em você”. Depois de algum tempo, como que refletindo: “Será que aquela cola que eu uso nos meus ‘trabalhos’ cola gente?” É muita felicidade para uma mãe só, né não?

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