Coisa de Mãe

18 de abril de 2011

por Christianne Alcantara

“Um país se faz com homens e livros”

18 de abril, pessoal! Dia Nacional do Livro Infantil. E como diria Monteiro Lobatao, “um país se faz com homens e livros”. Hoje é dia de levar as crianças a uma livraria, ler um livro, fazer qualquer coisa para comemorar a data, mesmo que você já faça rotineiramente. Vale a pena uma campanha para estimular nossas crianças a ler, a se interessar por livros!

13 de abril de 2011

por Christianne Alcantara

Coisa de irmãos

Só tenho uma irmã. Nunca tive irmão. Mas sempre pensei em como seria ter um irmão também. Ter uma irmã é maravilhoso, existe uma certa cumplicidade feminina. Compartilha roupa, bijouteria, fala dos maridos. E por aí vai. Aqui em casa, entretanto, estou presenciando a convivência entre uma menina fofa, muito bebê, e um menino que já quer ser grande. É, no mínimo, engraçado: 

  • Ele chega da escola. Ela corre para abraçá-lo. Ele a ignora.
  • Ela só quer brincar com os brinquedos dele. Ele dá um ou outro, mas reclama que ela quer se apoderar de todos (o que é verdade).
  • Ela trela e ele não resiste: “não pode, Valentina”.
  • Eles tomando banho juntos e ela vê a pitoca dele. Acha curioso e puxa, claro. Ele grita, reclamando da intromissão e do puxão.
  • Ela faz questão de levar o leite dele pela manhã na cama. Ele não dá nem “bom dia”.
  • Ela abraça e beija o irmão o tempo todo. Ele só corresponde às vezes.
  • Ele morre de ciúmes dela com outras crianças. Ela nem liga para ele nessas horas.
  • Na frente das pessoas, ele se orgulha, abraçando-a: “minha irmã não é fofinha?”

E por aí vão eles, construindo uma relação única. Esta semana eu o lembrei de que ele nunca mais estará sozinho. “Por que, mamãe?” “Porque agora você tem uma irmã. Quando a gente tem irmãos, a gente nunca está só no mundo”. Ele riu e foi brincar, sem entender muito bem, mas, aos meus olhos de mãe, pareceu satisfeito…

11 de abril de 2011

por Christianne Alcantara

Tagarelando

Valentina, do alto do seu 1 ano e 4 meses, já tagarela:

– Pai! Pai!

– Mãe, pê! (pedindo o peito ou a chupeta)

– Pé! (mostrando o pé para gente cheirar)

– Bebê! Bebê! (chamando João Marcelo ou qualquer outra criança)

– Abre! (que palavra difícil é essa, menina!)

E mais: quando não consegue falar, sai mostrando tudo. Outro dia, ela derrubou uns quadrinhos da parede. Cheguei em casa e ela veio me mostrar. Muito linda!

6 de abril de 2011

por Christianne Alcantara

Um dia…

… a gente vai achar graça. Vai falar do assunto com naturalidade. Como se a dor nunca tivesse existido. Não agora, um dia qualquer, quando a gente menos esperar. Vou ensinar uma coisa que vocês ainda não sabem (por que será que a gente quer ensinar até a dor para os filhos? Será que é para poupá-los ou para nos poupar?). Dor é assim mesmo. Quando vem, sufoca, deixa a gente sem ar. Depois que passa, não se identifica mais como era. Nem se lembra mais do quanto era intensa. Depois da dor e do vazio que a sucede, fica a paz. E a paz nos ajuda a seguir. E, em paz, voltamos a sorrir. E, sorrindo, exercemos a nossa vocação de sermos felizes. Comigo, sempre foi assim. Conheço a “anatomia” da dor. E posso garantir, meus filhos, que ela passa. Enquanto isso não acontece, a gente vai se aconchegando, a gente vai se apoiando, aprendendo a se amar cada dia mais…

24 de março de 2011

por Christianne Alcantara

A hora da refeição

Desde os quatro anos, João Marcelo vem dando trabalho para comer. Logo ele, que sempre comeu bem. Frutas e verduras faziam parte do seu cardápio. De um ano para cá, começaram as resistências. Não gosta disso, não gosta daquilo… Em resumo, não gosta de nada. E é Coisa de mãe se preocupar com a falta de apetite de filho (a). Principalmente, quando ele começa a ficar magro. Não tem perdido peso (o que seria realmente preocupante), mas, como tem crescido, a aparência magra leva a comentários frequentes. A avó, minha mãe, não se controla: “Christianne, ele está muito magrinho! Não pode, não! ” Comecei a maratona: pediatra, alergologista e, por fim, nutricionista. Todos olham com tranquilidade para a criança e com uma certa “pena” para a mãe. É normal. Essa fase é mesmo difícil, mãe. A criança está apurando o paladar, fica mais seletiva. Já havia lido diversos relatos sobre a hora das refeições e sempre me gabava de não ter esse tipo de problema por aqui. Mas, quando o problema bate à nossa porta e entra na nossa casa, se é que vocês me entendem, não é tão fácil lidar com a situação. Já recorri a diversos artifícios com João Marcelo: negociação, explicações sobre a importância de comer bem, barganhas. Nada tem funcionado. Ontem, tive uma outra ideia: fazer, junto com ele, uma lista de alimentos de que ele realmente gosta. Entraram muitas frutas, poucos legumes e verduras, mas vamos fazer um teste… A seguir, cenas dos próximos capítulos.

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