Há algo mais difícil para uma mãe que trabalha do que arrumar uma babá adequada? Acho que vou fazer uma enquete sobre o assunto. Estou penando há quase um mês. Vou contar a odisséia. No dia 29 de setembro, dia do meu aniversário, a seis dias das eleições, a babá de João Marcelo, que estava conosco desde quando ele tinha 5 meses e 15 dias, resolveu me abandonar. Sem nenhum motivo. Juro. Não houve nada, nenhum problema. Ela arrumou um namorado e cansou do trabalho (ai se eu pudesse deixar meu emprego com essa facilidade…)! Pois é, assim mesmo. Desde então, mães de todo o Brasil, país acostumado com a Casa Grande e Senzala (lembrem-se de Gilberto Freyre!), sabem do que estou falando: Ando às voltas com um entra e sai na minha casa que não sei como nem quando vai parar. Na segunda-feira, chegou uma funcionária nova. João Marcelo começou logo uma briga com a moça e a tem ignorado solenemente. Ela, por sua vez, ainda inexperiente, à noite fica chorando porque acha que ele a rejeita. Imaginem o tamanho do problema! Eu, que só tinha um filho de 2 anos e 10 meses, agora tenho também uma de 20. A moça é um doce, educadíssima, brinca, faz “de um tudo” para agradá-lo e ele só diz que quer trocá-la por outra! Ontem, na hora do almoço, ela estava insistindo com João Marcelo para que comesse umas beterrabas (que ele normalmente come sem problemas, diga-se de passagem)… Pois sabe o que ele aprontou? Olhou para moça e disse: “Calma, tenha paciência!” Dá pra vocês? De qualquer forma, acho que ele falou a palavra mágica: Paciência.
Uma relação muiiiito delicada
22 de outubro de 2008 1 Comentário