Filhos crescem mesmo. A gente sempre diz que eles precisam crescer, mas é Coisa de mãe achar que eles estão crescendo muito rápido. E tem uma palavra que a Psicologia e a Pedagogia gostam de usar: Autonomia. Vem do grego. Autos significa por si só e nomós quer dizer lei ou território. Seria o ato de definirmos por nós mesmos os nossos limites, as nossas regras, os nossos domínios… É difícil pensar que uma criança de menos de três anos já esteja desenvolvendo autonomia… O fato é que quanto mais cedo eles começam, tornam-se mais seguros e aprendem a tomar suas próprias decisões. Na teoria, é tão lindo! Qual é a mãe que não quer um (a) filho (a) seguro (a) de si, capaz de traçar sua própria estória? Ao mesmo tempo, qual é a mãe que não olha para o (a) filho (a) como se ainda fosse um bebê? Esta semana estávamos na sala de espera de um consultório e uma moça disse, referindo-se a João Marcelo: “Que bebê mais lindo!” Ele olhou para mim e disse: “Mamãe, ela me chamou de bebê…” Meio indignado, meio triste. Como quem diz: Ela não vê que já sou grande? Na hora, sorri, mas não dei muita atenção. Depois observei que meu bebê não tinha gostado de ser chamado de “bebê”. Será que ele não vê que ainda é um bebê? Ou será que eu não vejo que ele já não é um bebê? Ou vejo, mas não quero ver? Ser ou não ser um bebê: Eis a questão. Baby, do inglês.
Autonomia, do grego
30 de outubro de 2008 4 Comentários