Coisa de Mãe

Para cada filho, um amor diferente

21 Comentários

Filhos são completamente diferentes. Não sei quem colocou na cabeça da gente que eles poderiam ter o mesmo comportamento. Não sei de onde vem essa expectativa. João Marcelo, o primogênito de quase 6 anos, é calmo, zen, feliz na essência, a tranquilidade em pessoa. Claro que, baseada nessa referência, no meu inconsciente, eu tinha uma expectativa de uma filha com características semelhantes. É verdade que essa era uma esperança bem, mas bem inconsciente, considerando que o pai e a mãe da garota nada têm de calmos. De qualquer forma, tínhamos, sem manifestar, essa expectativa. Hoje é que percebo. Eis que me vem uma menina sapeca, cheia de vontades e temperamental. Linda e travessa, que precisa de limites constantemente. E é aí que fiquei pensando: como amar, da mesma maneira, dois seres completamente diferentes? Quando um pai ou uma mãe diz que ama igualmente seus filhos, eu fico sem entender. O que é amar igualmente? Amar com a mesma intensidade? Como mensurar? Amar da mesma forma? Como identificar? Então, decidi assumir. Eu amo meus filhos diferentemente. Um amor é calmo, que me inspira confiança. O outro amor é arrebatado, que me desafia a cada instante. Se vocês me perguntarem se amo mais um que o outro, diria que não sei, porque são amores completamente distintos, que me despertam sentimentos distintos. Além do mais, como pesar o amor em relação a cada um? Vocês podem até me instigar: é “mais fácil” amar o mais calmo, mais tranquilo, mais conciliador e amoroso… Eu diria que é muito fácil amar João Marcelo. Ele é amado na escola, no judô, na natação, por todos os lugares que ele passa… Entretanto, não posso dizer que é mais fácil amá-lo do que amar Valentina, cheia de vida, de “argumentos” e de uma força admirável, do alto do seu 1 ano e quase 10 meses. Para ser completamente sincera, posso dizer que é mais fácil educá-lo. Aquela educação formal de que fazemos tanta questão. É mais fácil fazê-lo obedecer. É mais fácil convencê-lo ou “negociar” com ele… Mas isso é assunto para um outro post…

E vocês, como vivenciam esse amor pelos filhos?

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

21 Comentários

  1. hummm… chris…. tenho pensado tanto nisso ultimamente…
    adorei seu post, pois acho que penso como você: impossível amar duas pessoas diferentes da mesma forma…
    também, porque penso que a intensidade do primeiro filho é algo diferente mesmo, algo que arrebata, que nos transforma… por outro lado, me vejo curtindo muito, muito mais o nuno, pois já sei como o tempo voa….
    são amores totalmente diferentes, cada qual com sua intensidade e sem os quais eu não sei mais viver…
    sei lá, tô divagando, mas ainda não sei bem dizer sobre isso….
    beijoca

    • Thaís, saudade de você! É mesmo difícil chegar a uma conclusão quando o assunto é filhos (no plural, mesmo). Mas você vai ter muito tempo para elaborar esses sentimentos. Essa aventura está só começando. Para nós duas, aliás… Bjs.

  2. Vc sempre escreve muito bem e de uma forma realista….É isso mesmo!!!! Amo minhas filhas com um amor incondicional mas, totalmente diferente…e como são diferentes!!!!!

  3. Obrigada, querida! Elas são diferentes mesmo… E ainda são do mesmo sexo, para completar… Bjs.

  4. Como eu só tenho um filho, esse amor é todo dele. Mas concordo que quando se tem mais de um, o amor se adequa às diferenças.

  5. Pois é, eu só tenho um, Nicholas, então não sei como é ter dois seres com comportamentos tão diferentes. Só sei que o meu é agitadíssimo, enquanto eu sempre fui uma criança calminha, quieta, então achei tudo muito diferente. E também tem a questão dos estereótipos: tende-se a achar que os meninos são mais agitados e as meninas são mais calmas. E você tem justamente o contrário… Na verdade, acho que que a gente ama. E ponto final. Beijocas
    Ronize Aline
    odonodalua.ronizealine.eti.br

  6. Existe mesmo essa ideia de que os meninos são mais danados. Aqui, esse preconceito não se confirma… Bjs.

  7. Muito boa essa sua reflexão! Eu ainda não sei como será com a chegada do Pedro…antes mesmo de engravidar eu me perguntava se seria capaz de amar um outro filho tanto quanto eu amo a Ísis…eu penso que os amores são diferentes, porque as pessoas são diferentes e exercem papéis completamente diferentes em nossas vidas, mas acho que não há como mensurar amar mais ou amar menos…amor é amor, do contrário não o é. Você conseguiria dizer se ama mais seu filho ou seu marido? Sua mãe ou seu pai? Com certeza a quantificação vem junto com a identificação e a história de vida que temos com cada um.

    Beijos,
    Nine

  8. Obrigada pelo comentário, Nine! A chegada de Pedro vai ser maravilhosa e vocês vão, com certeza, amá-lo muito também! Bjs.

  9. Linda reflexão. Estamos em B.A., almoçando e lendo teu blog, eu, Metrio e Iago. Beijos e saudades.

  10. Oi, muito legal o seu blog. Uma importante questão para nós Mães é como contar para os filhos (ou melhor explicar) sobre perdas, como agir numa situação dessas. Achei um filme bem bonito que conta uma história sobre esse assunto http://www.youtube.com/watch?v=cgNzzdMZh5Y – boa reflexão.

  11. Obrigada, Ana Maria. Vou assistir. Volte sempre. Bjs.

  12. Christianne, é tão gostoso ler esse bate-papo entre mães, poder ver um pouco do que acontece no universo de cada família, no desenvolvimento de cada criança. 🙂

    A gente criou um concurso que é a cara do Coisa de Mãe e queria te convidara participar com as crianças que estiverem ao seu redor: http://www.facebook.com/VitarellaOficial?sk=wall#!/VitarellaOficial?sk=app_237268982989309

    A criança que fizer o desenho mais votado vai ganhar um brinquedo que reproduz seu desenho. Igualzinho. 🙂

    Um abraço e parabéns pelo blog! Que ele continue sempre com esse tom, com essa singeleza. 😉

  13. Meu Deus, parece que fui que escrevi esse post…[:o]
    Meu filho tem 6 anos e é um amor de criança, me dá trabalho, claro, ele é criança. Mas em comparação minha filha de 1 ano e 10 meses (tbm), ele é muito calmo. Minha filha tbm é temperamental, impaciente e tem um gênio muito desafiador, tenho que colocar limite nela constantemente, se não as coisas desandam.
    E sempre digo isso, AMO OS 2 DE FORMAS DIFERENTES!
    Não quer dizer que amo mais um do que o outro, apenas amo de forma diferente.
    É o mesmo que amar meus pais e meu esposo, os amo de maneira distintas, o que não quer dizer que amo mais um ou o outro. Dou minha vida tanto pelos meus pais, como pelo meu esposo ou filhos, mas sinto um amor diferente por cada um deles.

    Parabéns pelo o post. Enfim alguém que me entende…kkkkkk

  14. Olá Christianne, leio sempre o seu blog e todos os comentários, estou me preparando para ser mãe e suas postagens tem me ajudado bastante.

    Obrigado

  15. Fico feliz que o blog ajude as pessoas a pensar e repensar algumas coisas! Volte sempre e comente. Os comentários de vocês também me ajudam bastante!

  16. Concordo com você! Tenho dois filhos, um de 14 anos e um de 4 anos. Como você pode ver a diferença já começa na idade. O primeiro filho é do meu primeiro casamento, foi muito querido e desejado. O segundo filho, de um novo relacionamento, veio por descuido mesmo, e confesso que me deixou bem confusa na época. Hoje a única coisa que posso dizer é que mato e morro por ambos sem distinção. Mas que há diferença na forma de amar, isso há! E não dá pra medir, não tem como dizer se é mais ou menos, só posso dizer que é diferente. Tive os dois em momentos muito distintos da minha vida, isso também influência. Só sei de uma coisa, sou louca de paixão pelos dois!
    bjs

Deixe uma resposta

Campos obrigatórios assinalados *.


© Copyright COISA DE MÃE - Criado pela Tante utilizando Wordpress.