Coisa de Mãe

14 de julho de 2008

por Christianne Alcantara

Um sentimento

Maternidade é um sentimento. Nada mais que isso. Algumas pessoas me disseram, quando comecei o blog: “Com um filho só, dá pra falar assim de maternidade?” Respondi: “Acho que dá só em sendo filha, imagine tendo um…” Porque maternidade é um sentimento. Às vezes, temos filhos (as) e não sentimos a maternidade no sentido mais intenso da palavra… Às vezes não temos e somos maternais, sonhamos com a bênção de ser mãe que uma das leitoras do blog, Ana Teresa, definiu em um e-mail. E, para ser mãe, não tem que parir. Tanta mulher não pode parir, mas adota (esse é um gesto de amor enorme, nem saberia definir); outras até podem parir, mas decidem cuidar de filhos (as) dos outros; ainda há aquelas que têm vários filhos e filhas; e há aquelas que só têm um ou uma, por circunstâncias as mais diversas, e vivem essa condição intensamente! Há também aquelas mulheres que rejeitam e abortam o (a) filho (a) e passam a vida se martirizando pela culpa… Muitas vezes sem culpa… Há aquelas que abandonam por amor, há as que não abandonam, mas não exatamente amam. No final, sei que – independentemente de ter um (a) filho (a) ou nenhum (a), independentemente de parir ou não – o que vale é o sentimento intenso com que nos deparamos a cada sorriso ou choro, a cada encanto ou desencanto, a cada comemoração ou lamento que eles (as) esboçam… Esse sentimento é definitivamente Coisa de mãe.

14 de julho de 2008

por Christianne Alcantara

Nova entrevista

Amanhã estarei postando uma entrevista com a professora de Ioga para gestantes, Heliane Garcia. Ela vai falar sobre os benefícios da Yoga para as futuras mamães e também para os bebês. Não percam!

13 de julho de 2008

por Christianne Alcantara

Ai que preguiça…

Não é Macunaíma, não, pessoal. Deus me livre! É João Marcelo mesmo. Ele não tem preguiça de brincar, dançar, cantar, tocar instrumento, ir à escola, comer… Mas quando a brincadeira é mastigar… O negócio está ficando sério… Já tentei de um tudo. Primeiro, didática: “Filho, depois que colocar a comida na boca, deixa a colher sobre o prato”. Depois, lúdica: “Filho, você não pode engolir a comida antes de mamãe contar até vinte, ou perde o jogo… Um, dois, três, quatro, cinco… Abre a boca, João Marcelo!” Já engoliu. Como partir para ignorância não é meu forte e o bom senso não recomenda, além de nutricionistas, fonoaudiólogos e psicológos, acho que vou ter que recorrer à ajuda profissional. No começo, achei que fosse preguiça, mas já estou começando a achar que é preciso investigar a dificuldade de mastigação que ele apresenta. Vejam meu drama: Quando é carne, ele chupa a carninha, mas ultimamente não tem engolido porque está se recusando a triturar a carne… Uma colher de arroz e, de repente, ele engoliu tudo sem mastigar quase nada. Com a lentilha e o feijão, ele leva mais algum tempo, mas nem tanto.  Olha que ele passou por todas as fases introdutórias a alimentos sólidos como manda o figurino. Nada de muita comida pastosa para oferecer um certo grau de dificuldade e forçar a mastigação. Frutas cortadas e não trituradas… Nunca usou mamadeira ou chupeta. A mastigação é a primeira fase da digestão. Quando não é bem feita, pode causar azia, má digestão e outras coisas mais. Disso, eu sei. Tenho um problema de oclusão. A oclusão é a relação de mordida entre as arcadas dentárias superior e inferior. Minha dentista diagnosticou meu problema antes que eu abrisse a boca. Por ter usado chupeta até mais de dois anos, usado mamadeira e ter mamado muito pouco, sou dentuça. Não chego a ser uma Mônica, de Maurício de Sousa, mas chego perto. Então, tenho problema com a mastigação. Meus músculos da face se cansam com comidas que exigem mais trituração. Mas João Marcelo não teve nada disso… Fiz tudo diferente da minha mãe… Não dei chupeta ou mamadeira, e o menino não quer mastigar. Às vezes, temos que nos render à nossa impotência. Sou apenas uma mãe, não uma super-heroína (embora às vezes queira sê-lo). Reconhecer isso pode também ser um gesto de amor. Se houver uma dificuldade real, só um (a) profissional da área pode apontá-la. Então, o melhor é ceder à simples constatação de que não dou conta disso sozinha. É melhor pedir ajuda! E logo, correndo!!!! Um, dois, três, quatro, cinco…

12 de julho de 2008

por Christianne Alcantara

Eles adivinham!

Vocês já notaram que eles (as) adivinham quando a gente vai sair? Você não disse nada. Fez questão de não comentar nada na frente das crianças, mas aí, elas não querem dormir, pedem pra ver um filme (sem ter o hábito de assistir vídeo à noite) ou então passam cerca de uma hora e trinta minutos ali, deitadas, ao seu lado… Pensando na vida difícil que levam, certamente! Esta noite meu filho resolver fazer serão. Claro, eu vou sair. Nenhuma palavra em casa sobre o assunto… Mas ele adivinha! O CD Baby Beethoven (que eu até já sugeri em um post intitulado “CDs que são a cara de filho”, na categoria Dicas) tocou duas vezes as 19 músicas. Depois, com preguiça de me levantar para colocar o CD novamente, fiquei ali, deitada e resignada na minha missão deliciosa – mas hoje especialmente cansativa – de colocar João Marcelo para dormir. Ouvimos o silêncio por mais algum tempo até que me deparei com a respiração constante dele. É o sinal de que ele adormeceu. Estou exausta, devo confessar… Mas, só de pirraça, vou sair…

11 de julho de 2008

por Christianne Alcantara

E as férias chegaram…

As primeiras férias de João Marcelo. É comum as pessoas dizerem isto, mas é a expressão da mais pura verdade: Como eles crescem rápido! Quando, há dois anos e meio, eu pegava meu bebê todo indefeso nos braços não podia nem imaginar como seriam as suas primeiras férias. Na verdade, eu não tinha certeza de que ia conseguir superar aquela fase inicial. Eu pensava realmente se seria capaz de suprir todas as necessidades daquela criança que já nasceu enorme: 50cm e 3,950kg. Estou em outra fase agora. Não preciso mais decifrar o choro dele. João Marcelo expressa muito bem seus desejos: “Quero comer, quero dormir, quero brincar…” E agora nas férias o “quero brincar” tem sido o desejo mais constante. Haja criatividade! Mês de julho é sinônimo de chuva no Recife. Significa que não podemos ir a parques ou à praia. Temos que inventar brincadeiras dentro de casa (quer dizer: dentro do apartamento), na maioria das vezes. Tinta guache, telas para pintura, massa de modelar, teatro feito de caixa de papelão e música têm sido algumas das brincadeiras mais freqüentes, sem falar nos obrigatórios “esconde-esconde” e “pega”, que figuram entre os mais pedidos. É muita energia! E energia é sinônimo de saúde. Um amigo, pai de cinco filhos, diz sempre: “Criança sem energia, sem ânimo, que não brinca, não trela, está doente…” Acho que, com cinco filhos, ele está credenciado para dar esse diagnóstico… A verdade é que meu filho não pára. Além disso, o primo, Iago, que mora na Espanha está passando férias no Recife… É uma relação de amor e ódio. Iago, do alto dos seus seis anos, brinca (e briga) com João Marcelo como se tivesse dois. É interessante vê-los se entendendo e se desentendendo, voltando a se entender, por causa de qualquer discordância. Em geral, em torno de brinquedos e de brincadeiras. “Quero brincar disso”, “não quero!”, “essa brincadeira é mais legal…”. São apenas duas crianças, mas parece que a casa está cheia de gente, uma sensação de total preenchimento. Todos os vãos do apartamento parecem estar ocupados pela energia dos dois e, efetivamente, estão. Que bom que eles estão de férias!

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