
Inspirado no Tigrão, personagem do Ursinho Pooh, João Marcelo só sabe pular ultimamente… Hoje, estava no sofá. Pulando, claro.
– Filho, você vai cair…
– Vai nada!
– Vai cair, João Marcelo! Se cair, o que é que acontece?
– Levanta…
16 de fevereiro de 2009

Inspirado no Tigrão, personagem do Ursinho Pooh, João Marcelo só sabe pular ultimamente… Hoje, estava no sofá. Pulando, claro.
– Filho, você vai cair…
– Vai nada!
– Vai cair, João Marcelo! Se cair, o que é que acontece?
– Levanta…
15 de fevereiro de 2009
Já vai fazer 15 dias amanhã que João Marcelo voltou às aulas, mas só hoje resolvi admitir e revelar o que aconteceu no primeiro dia. Como toda mãe que se preze, achei que seria um dia de estresse. Voltar às aulas depois de tanto tempo em casa, aconchegado pela mãe, não seria nada fácil, pensei. Ledo engano. Ele entrou, foi apresentado à nova professora, encontrou os novos coleguinhas e se despediu. Fiquei lá, sem saber o que fazer. Sem chão. Na verdade, tinha me preparado para uma manhã inteira na escola, ajudando no processo de readaptação dele. Terminei passando mesmo a manhã no colégio, mas devido à minha necessidade de readaptação. Eu e mais duas mães. Ficamos a poucos metros da sala deles, pensando que a qualquer momento eles iriam nos solicitar. Bom, para ser sincera, no fundo, a gente desejava que eles se lembrassem de que tinham mãe, de que só a mãe é capaz de acalentá-los e de dar conforto… Ainda bem que as coisas não funcionam sempre assim e nossos filhos (das três mães ansiosas, incluindo euzinha) conseguem demonstrar segurança e um certo grau de autonomia. Afinal, não é isso que a gente quer, pelo menos conscientemente? Pois é, a volta às aultas foi muito tranqüila. Pelo menos, para João Marcelo…
11 de fevereiro de 2009
Enquanto João Marcelo for filho único, o dengo só tende a aumentar. Eu confesso: Adoro dar um dengo. Dengo, carinho é comigo mesmo. Ele está na fase de readaptação à escola. Chegamos lá e ele não queria ficar: “Vou com você, mamãe”. Sentei no banquinho e conversei com ele, dizendo que precisava trabalhar. De repente, ele olhou para mim e disse: “Meu pé está doendo muito”. Olhei para o pé e vi que não tinha nada, mas gostei da idéia de prolongar aquele tempinho com ele. Então, ajeitei a sandália dele e perguntei se havia melhorado. Ele disse que sim. Dei um beijinho. Foi quando a professora entrou. Ele viu e saiu correndo, completamente esquecido da mãe. “O pé ficou bom na hora”, pensei, enciumada, ligeiramente abandonada. Pois é, dengo de filho massageia ego de mãe.
10 de fevereiro de 2009

Acho que João Marcelo será jornalista. Espero que o pai dele não leia este post… Mas é intuição de mãe, sabe? Ele não me parece gostar muito de números. Está sempre pulando do 1 para o 6 na contagem de 1 a 10. “Vamos contar até 10, filho?” Difícil do 1 até 10. Em compensação, ele conta cada estória! Tudo verídico: “No caminho da escola, eu vi uma cobra. Eu matei a cobra com um pau!” Aqui, na minha terra, sobre gente que mente muito, costumamos dizer que “mente mais que o homem da cobra”. Acho que João Marcelo é o próprio homem da cobra! Não quero dizer com isso que jornalista mente, claro que não, mas que o menino já tem aptidão para relatar um fato, ah, isso ele tem! Pois é, sempre fui péssima em matemática. Aliás, sofri muito com isso na minha adolescência. Tinha um professor recalcado que ensinava pessimamente e se achava o tampa de crush (essa é nova!)… O cara era tão frustrado que anos depois o encontrei, fazendo algo completamente diferente: Virou garçom de um bar cabeça. Eu sempre o considerei um péssimo professor de matemática, mas, sinceramente, serviu a minha mesa muito bem! Acho que ele se encontrou. Pois é, eu, com medo de que meu filho passasse por tudo que passei, resolvi investir na tarefa de ensiná-lo a contar de forma lúdica. Encontrei um livro da Coleção Soft Shapes, intitulado NÚMEROS. É muito legal. Tem uns peixinhos emborrachados e as crianças podem desencaixá-los das páginas e sair contando. É divertido. Se o seu filho tem aptidão para outras coisas que não se relacionam com números, fica a dica.
8 de fevereiro de 2009
Você sabe o que é culpa? Se você é mãe, conhece muito bem esse sentimento. Sabe muito bem do que estou falando… Mães sentem culpa. Se eu terminasse este post com essa última afirmação, estaria sendo apenas redundante. E, como jornalista, se tiver que ser redundante, precisarei ter um bom motivo para cometer tal pecado… É claro que tenho. Ou não estaria escrevendo este post. Hoje, senti-me tão culpada, tão culpada, que vocês nem imaginam… Estávamos no Mercado da Boa Vista, em pleno carnaval (por aqui, já é carnaval), e eu estava comendo farofa. Caiu um pouco no meu colo. Limpei. Pouco tempo depois, meu filhote, alérgico, como já mencionei, encostou-se em mim. Em nenhum momento, achei que aqueles farelos poderiam causar alguma reação no meu bebê… Causaram. Vocês devem estar surpresos, achando que foi outra coisa. O pior (ou o melhor?) é que não foi. Foi mesmo a farofa, à base de margarina, que contém leite de vaca e que ele sequer ingeriu!!! Mas a questão aqui não é a intensidade da alergia do meu filho. É a intensidade do meu sentimento de culpa. E a culpa foi grande, enorme. A reação nos obrigou a dar antialérgico e corticóide, o que me deixou ainda mais arrasada. E aquela situação, criada involuntariamente por mim, deixou uma marca: É difícil lidar com a dor de um filho, mas quando a dor é causada por nós mesmas – mães, que deveríamos protegê-los -, torna-se insuportável. Sofri, sem querer demonstrar toda a dor. Meu filho dormiu, embalado pelo antialérgico. Quando acordou, eu estava lá. A primeira coisa que ele disse: “Eu estou bem, mamãe”. Sorri, aliviada e agradecida por João Marcelo ser tão saudável.