Coisa de Mãe

24 de maio de 2010

por Christianne Alcantara

Comente já!

Pessoal, aderi ao movimento! Fui no Mãe de primeira  e vi a campanha que está sendo feita para estimular as pessoas que visitam os blogs a comentar… Achei ótimo porque tudo que um (a) blogueiro (a) quer é debater, conhecer outras opiniões, enfim, trocar. E aí fica também o Coisa de mãe engajado nessa campanha.  Vale a pena a gente investir um tempinho em dar uma dica, solidarizar-se com o outro, colaborar, INTERAGIR… Por isso, comente MAIS e sempre! Sugira, proponha ou simplesmente dê um “pitaco”. Eu quero ler você, mas antes de tudo obrigada pelo número de acessos, por acompanhar o blog e por me dar o prazer dessa companhia, mesmo que às vezes silenciosa…

19 de maio de 2010

por Christianne Alcantara

Sim, é só peito…

Recebi e-mails tímidos, de mães que não quiseram comentar no blog, sobre o post “Nós duas”. A pergunta foi simples: “Valentina está com 8kg, aos cinco meses, à base de amamentação exclusiva?” A resposta é: “Sim, é só peito, com muito orgulho!”. Mães, vocês precisam acreditar no poder da amamentação! Valentina está enorme e nunca teve sequer um resfriado! Vale a pena!!!!!!!! Obrigada pelos e-mails!

16 de maio de 2010

por Christianne Alcantara

Seu filho tem fome de quê?

João Marcelo e eu, assistindo Discovery Kids. Os Backyardigans cantam seu tema principal de abertura. Pouco tempo depois, intervalo. Eu mal consigo ver qual é a publicidade… João Marcelo começa: “Mãe, compra isso para mim?” Outra publicidade infantil e João Marcelo repete, sem parar: “Mãe, tu compra esse também? Tu compra? Compra, mãe?” Eu fico irritada e dou um sermão: “João Marcelo, você não precisa de mais brinquedos, você já tem o suficiente para brincar. Aliás, a gente precisa dar alguns dos seus brinquedos…” E por aí vai. Comento com o pai que estou achando o filho muito consumista. Comprar, comprar, comprar. Verbo que ele tem aprendido a conjugar… Digo que é porque foi o primeiro filho, o primeiro neto pelo lado do pai e arrumo umas tantas outras justificativas para o comportamento do menino…

Em momento nenhum associei as atitudes do pequeno à publicidade infantil a qual ele é exposto frequentemente. Até que recebi um comentário de Ceila Santos, do Desabafo de mãe, convidando-me para entrar no debate sobre publicidade infantil e lançando uma pergunta:  Quais são as responsabilidades dos pais diante do excesso de informação e da convergência das mídias? Achei paradoxal que eu, como jornalista, que ensino o tema (informação, convergência de mídias etc etc), NUNCA tenha feito a associação dentro da minha própria casa… Fiquei um pouco assustada também. Nós limitamos o acesso de João Marcelo à TV. Dia sim, dia não. É a regra. Três programas no Discovery ou um DVD. Ele escolhe. Mas, confesso: Não havia levado em consideração o bombardeio de publicidade, estimulando o consumo. Sempre achei que regular essa postura consumista que as crianças, em geral, têm fosse papel nosso, papel exclusivo dos pais. E da escola, paralelamente.

Entretanto, estou repensando. Estamos tão envolvidos com esse bombardeio de informação e tão maravilhados com a convergência midiática que banalizamos os seus efeitos. Outro dia, eu disse ao pai que João Marcelo precisaria pesquisar também nas enciclopédias, como fazíamos, para aprender a ir atrás da informação. Marcelo foi categórico: “Claro que não! Todos têm acesso à Internet! Ele vai ficar para trás? Desatualizado?” Insisti no meu argumento. Mas causou polêmica e não o convenci. Quando falamos em uma preocupação com o excesso de informação e com a convergência midiática, não estamos demonizando a questão. Estamos apenas tentando colocar o tema no centro de uma discussão que muitas vezes é esquecida.

Todo excesso é perigoso. Afinal, você tem fome de quê? De informações específicas ou de todo e qualquer tipo de informação? A convergência midiática serve a um determinado propósito. Entretanto, traz questões colaterais como a estranha sensação de que não vivemos sem as respostas imediatas. Se, por um lado, a interatividade é um dado interessante que pode também trazer problemas quando falamos em filhos adolescentes, acessando a internet sem qualquer supervisão; por outro, é fascinante conseguirmos promover o nível de interatividade que temos desenvolvido.

 Quais são as nossas responsabilidades diante desse bombardeio? Eu diria que nossa principal responsabilidade é assumir a responsabilidade. Compreender que devemos debater o tema e promover intervenções domésticas, baseados na nossa percepção a respeito dessas questões. Ao mesmo tempo, é fundamental que a gente consiga chegar perto dos nossos filhos e descobrir do que eles têm fome e sede. Essa descoberta, com certeza, vai nos ajudar a encontrar um caminho. Por enquanto, fica o alerta. Que considero um bom começo.

E você, como se sente? Deixe seu comentário e responda a enquete ao lado!

Quem quiser debater mais o tema, vai no Desabafo de mãe: http://blogdodesabafodemae.blogspot.com/2010/05/voce-pode-se-expressar-mesmo-que-nao.html

Fica o meu agradecimento especial ao blog do Desabafo de mãe pelo convite e pelo alerta que agora compartilho aqui.

11 de maio de 2010

por Christianne Alcantara

Nós duas

É tão bom lembrar-me de que agora somos duas por aqui… Já me referi a isso em outro post, mas à medida que Valentina cresce esse fato torna-se ainda mais interessante para mim, mãe apenas de menino inicialmente. Acostumada com o universo masculino… Prático e simples, na maioria das vezes. Agora, vou aprender a lidar com o glamour e as peculiaridades do mundo feminino, a partir da ótica da minha filha. Será uma bela viagem. Estou, inclusive, relendo “Alice no país das maravilhas” (adequado ao momento) e entrei na toca do coelho, enquanto Valentina chega aos seus 8Kg e 67cm de altura.

10 de maio de 2010

por Christianne Alcantara

O irmão mais velho

Umas obras por aqui, furadeira, gente para lá e para cá, João Marcelo olha para mim, enquanto amamento Valentina, e diz:

– Mãe, vou falar com esse homem (o marceneiro).

Lá vai ele:

– Olha, faz menos barulho, por favor, para minha irmãzinha não se assustar… Tá fazendo muito barulho…

Ele volta e informa:

– Ponto (ele ainda não diz “pronto”), mãe, tá resolvido.

Eu dou o meu melhor sorriso para ele.

Mas aqui, quando ele ler um dia, vai saber o quanto eu achei lindo o jeito que ele já começava a exercer o papel de irmão mais velho. Bom, como esse dia ainda não chegou, enquanto a irmã não pode agradecer, eu agradeço por ela: Obrigada, filho.

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