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	<title>Coisa de Mãe</title>
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	<description>Um blog sobre mães, filhos etc e tal</description>
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		<title>Estão todos bem?</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Dec 2011 15:30:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christianne Alcantara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>
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		<description><![CDATA[O filme original é do diretor Giuseppe Tornatore, o mesmo de Cinema Paradiso. &#8220;Estamos todos bem&#8221; é italiano, data de 1990, tem no elenco o ícone Marcello Mastroianni. Ainda não vi. Assisti a refilmagem americana, lançada no ano passado e &#8230; <a href="http://www.coisademae.blog.br/dicas/estao-todos-bem/">Continue Lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.coisademae.blog.br/wp-content/uploads/2011/12/estaotodosbem1.jpg"><img src="http://www.coisademae.blog.br/wp-content/uploads/2011/12/estaotodosbem1.jpg" alt="" title="estaotodosbem" width="450" height="661" class="aligncenter size-full wp-image-551" /></a>O filme original é do diretor Giuseppe Tornatore, o mesmo de Cinema Paradiso. &#8220;Estamos todos bem&#8221; é italiano, data de 1990, tem no elenco o ícone Marcello Mastroianni. Ainda não vi. Assisti a refilmagem americana, lançada no ano passado e do diretor Kirk Jones, com o também maravilhoso Robert De Niro: &#8220;Estão todos bem&#8221;. Recuperando-me da cirurgia, tenho tido tempo para me dedicar a um dos meus passatempos favoritos: filmes! E esse é belo. Robert De Niro parece flutuar de uma cena a outra, com uma delicadeza que só um drama poderia lhe assegurar. Quem quiser pesquisar a sinopse, encontrará em vários sites o seguinte texto:<span id="more-544"></span><br />
&#8220;Viúvo que achava que a única ligação com o resto da família era por meio da esposa decide realizar uma viagem por todo o país a fim de reunir cada um de seus filhos.&#8221; Embora não muito estimulante, a sinopse é tecnicamente perfeita. Para quem estiver disposto a uma experiência tocante, precisa ignorá-la e ver o filme. Uma delicada abordagem sobre a relação de um pai exigente e rígido &#8211; apesar de amoroso &#8211; com seus quatro filhos. As cobranças e expectativas com que os filhos não conseguem lidar. O medo que têm de decepcionar o pai. Um pouco de tudo isso e, de quebra, um emocionante desempenho do elenco, que ainda conta com Drew Barrymore, Sam Rockwell e Kate Beckinsale. Além de cinema de qualidade, coisa de que não abro mão, é uma boa oportunidade de olharmos um pouco para nossa própria relação com as crianças para constatarmos se, afinal, estão mesmo todos bem&#8230;</p>
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		<title>Só por segurança</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 23:20:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christianne Alcantara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[Resolvi escrever este post para meus filhos. Amanhã faço uma cirurgia &#8220;simples&#8221; (adoro o adjetivo), mas, só por segurança, achei que deveria deixar um texto para eles sobre as coisas de que gosto, de que não gosto, o que valorizo, &#8230; <a href="http://www.coisademae.blog.br/sem-categoria/so-por-seguranca/">Continue Lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Resolvi escrever este post para meus filhos. Amanhã faço uma cirurgia &#8220;simples&#8221; (adoro o adjetivo), mas, só por segurança, achei que deveria deixar um texto para eles sobre as coisas de que gosto, de que não gosto, o que valorizo, o que não me importa. Enfim, como me sinto neste momento. Aí vai:</p>
<p>&#8220;Gosto de sorvete de creme russo da Fri Sabor, de água de coco, de correr, de brincar com vocês, de ir ao Parque da Jaqueira, de ir à praia e tomar banho de mar. De ver vocês sorrirem, de acalantá-los quando choram. Gosto de ler, embora há seis anos não consiga terminar um livro sequer. Não dou valor a dinheiro, mas  sei como ele é importante. Amo a vida, principalmente quando a vejo através dos olhos de vocês. Sou generosa e doce, mas posso ser muito dura, às vezes. Adoro dançar e ver filme, de preferência no cinema. Gosto do que escolhi ser. Gosto da minha profissão. Sonho com o carnaval, mas a festa de São João ainda é minha favorita. Hoje, armamos a árvore de natal. Gosto do vermelho e dourado juntos, pendurados em forma de bolas natalinas. Acima de tudo, amo vocês.</p>
<p>Bjs.<br />
Mamãe&#8221; </p>
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		<title>A parte que me cabe</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 12:58:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christianne Alcantara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
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		<description><![CDATA[Prestes a fazer uma cirurgia para retirada da vesícula biliar, uma colecistectomia, como preferem os médicos, fico pensando nessas coisas que mãe pensa&#8230; E se acontecer alguma coisa? Quem vai cuidar dos meus filhos? Claro, tem o pai, mas não &#8230; <a href="http://www.coisademae.blog.br/reflexoes/522/">Continue Lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.coisademae.blog.br/wp-content/uploads/2011/11/árvore.jpg"><img src="http://www.coisademae.blog.br/wp-content/uploads/2011/11/árvore.jpg" alt="" title="árvore" width="254" height="199" class="alignleft size-full wp-image-527" /></a><br />
Prestes a fazer uma cirurgia para retirada da vesícula biliar, uma colecistectomia, como preferem os médicos, fico pensando nessas coisas que mãe pensa&#8230; E se acontecer alguma coisa? Quem vai cuidar dos meus filhos? Claro, tem o pai, mas não é a mamãe e por aí vai&#8230; Um sentimento bem comum, humano. Entretanto, tem me feito refletir sobre essa onipotência materna que, acredito, a maioria das mães desenvolve&#8230; Essa visão de que só ela pode dar o melhor, proporcionar o melhor para o filho&#8230; Uma ilusão que se dissipará em breve por aqui, quando, na minha fase pós-operatória, tudo continuar acontecendo na vida dos meus filhos da mesma maneira. Eles seguirão em frente com a rotina deles enquanto eu me recupero. Simples assim. Não haverá mudanças significativas no cotidiano deles. Haverá na minha. E é aí que mora a questão sobre a qual tenho refletido. O que é meu e o que é deles. O que é necessidade deles, o que é necessidade minha. Se abro mão de uma série de oportunidades, no trabalho, por exemplo, é por eles ou por mim mesma? É porque eles necessitam desse tempo comigo ou é porque eu resolvi dedicar esse tempo a eles, acreditando que é o que tenho conseguido fazer de melhor? Não tem problema algum que seja por mim mesma. É legítimo. Contanto que eu tenha consciência disso e não me pegue dizendo algo para eles, no futuro, como: &#8220;Eu abri mão de minha vida profissional para cuidar de vocês&#8230;&#8221; Contanto que eu seja justa. Com eles, sim, mas antes de tudo comigo mesma.</p>
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		<title>Coisas de João Marcelo III</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Oct 2011 15:38:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christianne Alcantara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estripulias]]></category>
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		<description><![CDATA[João Marcelo, em uma festa de aniversário da irmã do amigão, Thor. A tia do amigo, que não sabia da alergia dele à proteína do leite de vaca, oferece brigadeiro. João Marcelo olha para ela muito sério e responde: - &#8230; <a href="http://www.coisademae.blog.br/estripulias/coisas-de-joao-marcelo-iii/">Continue Lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>João Marcelo, em uma festa de aniversário da irmã do amigão, Thor. A tia do amigo, que não sabia da alergia dele à proteína do leite de vaca, oferece brigadeiro. João Marcelo olha para ela muito sério e responde: </p>
<p>- Não posso. Eu tenho minhas limitações. </p>
<p>A tia ficou com o prato de brigadeiro suspenso, sem entender nada&#8230; Mais uma das &#8220;Coisas de João Marcelo&#8221;&#8230;</p>
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		<title>Troca dos dentes preocupa mães</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 15:04:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christianne Alcantara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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		<description><![CDATA[Um dos posts mais comentados do Coisa de mãe é a entrevista realizada com a dentista Mônica Cruz sobre algumas dúvidas quanto à primeira dentição. Várias perguntas foram respondidas. Algumas no blog, outras por e-mail. De qualquer forma, resolvemos agrupar &#8230; <a href="http://www.coisademae.blog.br/saude/denticao/">Continue Lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.coisademae.blog.br/wp-content/uploads/2011/10/dentista1.jpg"><img src="http://www.coisademae.blog.br/wp-content/uploads/2011/10/dentista1.jpg" alt="" title="dentista1" width="470" height="438" class="aligncenter size-full wp-image-502" /></a>Um dos posts mais comentados do <strong>Coisa de mãe</strong> é a entrevista realizada com a dentista Mônica Cruz sobre algumas dúvidas quanto à primeira dentição. Várias perguntas foram respondidas. Algumas no blog, outras por e-mail. De qualquer forma, resolvemos agrupar os questionamentos mais comuns e fazer uma nova entrevista com a dentista. Aqui, ela fala sobre a substituição dos dentes de leite pelos permanentes e os cuidados que devem ser tomados nessa fase. Mônica Cruz tem especialização na áreas de Saúde Pública e Saúde da Família, além de aperfeiçoamento em Odontopediatria e Odontologia para Bebês, e mestrado em Saúde Coletiva.   </p>
<p><strong>Coisa de mãe</strong> – Muitas mães se preocupam com a faixa etária da criança e a ausência de dentes. A partir de que idade as mães devem se preocupar com a falta da primeira dentição? É possível que uma criança não apresente dentes?<br />
<strong>Mônica Cruz</strong> – A variação na época do nascimento dos primeiros dentes é comum. A idade média de erupção é aos 6 meses de idade, mas algumas crianças chegam a completar 1 ano sem nenhum dente na boca e isso não deve ser motivo de preocupação. Já tive paciente que veio a apresentar os primeiros dentinhos com 1 ano e 4 meses. O importante é fazer o acompanhamento juntamente com o pediatra e constatar que a criança apresenta um desenvolvimento saudável. Algumas doenças como o hipotireoidismo ou algumas síndromes podem vir acompanhadas de anodontia (falta de dentes) parcial ou total.</p>
<p><strong>Coisa de mãe</strong> – Quando os dentes de leite começam a cair? Existe uma idade máxima? Essa é uma dúvida frequente. Há realmente motivo para preocupação?<br />
<strong>Mônica Cruz</strong> – Do mesmo modo que existe variação na época de nascimento dos dentes de leite, existe a variação para iniciar a troca. A idade mais comum é aos 6 anos de idade, podendo haver um variação para mais ou para menos. A preocupação só deve ocorrer se o atraso for muito acentuado e o odontopediatra deve acompanhar e solicitar radiografias, caso ache necessário. <span id="more-480"></span></p>
<p><strong>Coisa de mãe</strong> – Depois que os dentes de leite caem, em quanto tempo devem nascer os dentes permanentes?<br />
<strong>Mônica Cruz</strong> – Normalmente o que faz o dente de leite cair é a pressão exercida pelo seu sucessor permanente. Assim, ele não demorará muito a aparecer na boca (média de um mês). Mas, em alguns casos, pode acontecer de o processo ser mais demorado. Isso acontece principalmente com os incisivos laterais superiores e devido à falta de espaço. Gengivas fibrosas também podem dificultar o processo. É importante o acompanhamento do odontopediatra.</p>
<p><strong>Coisa de mãe</strong> – É normal que três dentes de leite caiam em uma mesma semana?<br />
<strong>Mônica Cruz</strong> – Pode acontecer, sem causar nenhum problema. Os dentes análogos, que são os mesmos dentes de lados diferentes, tendem a ter o mesmo período de troca.</p>
<p><strong>Coisa de mãe</strong> – Até que idade deve estar concluída a troca dos dentes de leite por dentes permanentes?<br />
<strong>Mônica Cruz</strong> – Em geral, o inicio é por volta dos 6 anos e o término aos 12 anos. Com exceção do 3º molar permanente que irá aparecer na boca por volta dos 18 anos. Mas é importante lembrar que as crianças possuem 20 dentes e os adultos, 32. Dessa forma, 12 dentes não serão trocados. Eles irão surgir já na fase da dentição permanente. São eles: os quatro primeiros molares permanentes, por volta dos 6 anos de idade; os quatro segundos molares permanentes, por volta dos 12 anos; e, como já falei,  os quatro terceiros molares permanentes, por volta dos 18 anos.</p>
<p><strong>Coisa de mãe </strong>–Uma mãe questiona o fato de vários dentes de leite do filho terem caído há um ano e não haver qualquer sinal do dente permanente. Como a mãe deve proceder?<br />
<strong>Mônica Cruz</strong> – Nesse caso, deve procurar o odontopediatra, que irá fazer exames clínicos e radiográficos para investigar o motivo do atraso. Existem crianças que, mesmo sendo saudáveis, podem apresentar a falta de algum dente. Isso normalmente acontece quando o padrão é familiar, ou seja, hereditário.</p>
<p><strong>Coisa de mãe</strong> – O que fazer quando um dente permanente começa a nascer sem que o dente de leite tenha caído? É preciso extrair o dente de leite?<br />
<strong>Mônica Cruz </strong>– Sim, é preciso tirar o dente de leite para que ele não sirva de obstáculo e desvie o permanente da posição. Isto acontece com muita freqüência com os incisivos centrais ou laterais inferiores. Principalmente naquelas crianças que apresentam uma arcada muito estreita e o dente permanente se forma mais para o lado lingual e não abaixo do dente de leite. Quando isso acontece, o permanente não faz pressão suficiente para amolecer o antecessor. </p>
<p><strong>Coisa de mãe </strong>– O permanente demora mais para nascer quando um dente de leite não cai naturalmente e precisa ser extraído?<br />
<strong>Mônica Cruz </strong>– Depende. Se o dente for extraído precocemente por cárie dentária ou traumatismo – queda, pancada –, poderá demorar. Ele só irá nascer na época certa. Ou seja, não é a perda do dente de leite que determina o aparecimento do permanente, e sim, o contrário, a calcificação da raiz do dente permanente é que determina a perda do de leite. Se houver perda precoce, haverá, sim, um tempo de espera. </p>
<p><strong>Coisa de mãe</strong> – No caso de crianças com Síndrome de Down, a primeira dentição costuma ser mais tardia? Por que?<br />
<strong>Mônica Cruz</strong> – Sim. Existe uma alteração da cronologia e, como já falei antes, muitas vezes a síndrome vem acompanhada da ausência de vários dentes. Esta é uma das características da síndrome, por motivos genéticos.</p>
<p><strong>Coisa de mãe</strong> – Qual é a causa de alguns dentes permanentes nascerem amarelos? O uso de antibióticos pode ser um dos fatores? Há como corrigir?<br />
<strong>Mônica Cruz</strong> – Os dentes permanentes sempre são mais amarelos que os de leite. Isto se deve às características anatômicas da quantidade de esmalte e dentina. Principalmente, na fase de dentição mista, que é quando a criança apresenta dentes de leite e permanentes ao mesmo tempo na boca, temos a tendência de vê-los mais amarelos, pois iremos compará-los com os de leite. O uso especifico do antibiótico tetraciclina, na fase de calcificação – que vai do quarto mês de vida intra-uterina até os 6 anos de idade da criança –, causa manchas de difícil tratamento nos dentes. Hoje em dia tratamentos como clareamentos são uma boa opção para este tipo de problema, mas deve-se ter cautela na sua indicação.</p>
<p><strong>Coisa de mãe</strong> – Por que alguns dentes de leite já nascem com manchas esbranquiçadas? É alguma doença?<br />
<strong>Mônica Cruz </strong>– Sim, existem algumas doenças que causam manchas nos dentes. A mais comum é a hipoplasia de esmalte, que deixa o dente mais poroso e mais susceptível à cárie dentária. Geralmente, ocorre após algum distúrbio na época de formação do dente, podendo ser desde um processo infeccioso até um trauma na dentição de leite. A fluorose dentária, que é uma doença causada pela ingestão do flúor em excesso, também pode causar manchas nos dentes. Mas, vale salientar, que é o uso do flúor em excesso. Isto porque, o flúor continua a ser, juntamente com uma boa higiene dentária e uma dieta sem excesso de açucares, a melhor forma de prevenção contra as cáries dentárias. Diante de tudo que foi falado, fica evidente a importância do acompanhamento do odontopediatra, inclusive na época de troca dos dentes.</p>
<p><strong>Coisa de mãe</strong> – O que se deve fazer quando os dentes de leite estão moles? A gente espera cair ou pode arrancar?<br />
<strong>Mônica Cruz</strong> – Não há problema em esperar ele cair, mas, às vezes, a criança se sente incomodada na hora da alimentação. Assim, pode ser retirado desde que esteja realmente bem molinho. Ao contrário do que as pessoas dizem, não há como ele endurecer novamente. O dente de leite tem raiz igual à do permanente. Assim, quando este está formado, exerce uma pressão e a raiz do de leite começa o processo de reabsorção (vai se desmanchando). Dessa forma, ele perde seu suporte no osso e começa a ficar mole. Mas isto ocorre de forma lenta, demora algum tempo. Algumas mães ficam muito ansiosas e querem tirar, logo que sentem alguma mobilidade. Se for tentada a remoção com uma quantidade razoável de raiz, a criança vai sentir dor e pode ficar com medo nas trocas futuras. Assim, só deve ser tentada a sua remoção quando ele estiver bem mole. </p>
<p><strong>Coisa de mãe</strong> –Várias mães se preocupam quando as gengivas dos seus filhos ficam roxas. O que significa uma gengiva roxa?<br />
<strong>Mônica Cruz</strong> – Alguns dentes apresentam um “nascimento difícil”, a gengiva fica muito vascularizada e pode romper algum vasinho com extravasamento de sangue. É o que chamamos de hematoma de erupção. Mas não traz grandes conseqüências, e o arroxeado irá desaparecer aos poucos. Poderá ser feita uma massagem no local. </p>
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		<title>Para cada filho, um amor diferente</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Oct 2011 15:17:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christianne Alcantara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>

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		<description><![CDATA[Filhos são completamente diferentes. Não sei quem colocou na cabeça da gente que eles poderiam ter o mesmo comportamento. Não sei de onde vem essa expectativa. João Marcelo, o primogênito de quase 6 anos, é calmo, zen, feliz na essência, &#8230; <a href="http://www.coisademae.blog.br/reflexoes/para-cada-filho-um-amor-diferente/">Continue Lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.coisademae.blog.br/wp-content/uploads/2011/10/coração.jpg"><img src="http://www.coisademae.blog.br/wp-content/uploads/2011/10/coração.jpg" alt="" title="coração" width="600" height="426" class="aligncenter size-full wp-image-493" /></a>Filhos são completamente diferentes. Não sei quem colocou na cabeça da gente que eles poderiam ter o mesmo comportamento. Não sei de onde vem essa expectativa. João Marcelo, o primogênito de quase 6 anos, é calmo, zen, feliz na essência, a tranquilidade em pessoa. Claro que, baseada nessa referência, no meu inconsciente, eu tinha uma expectativa de uma filha com características semelhantes. É verdade que essa era uma esperança bem, mas bem inconsciente, considerando que o pai e a mãe da garota nada têm de calmos. De qualquer forma, tínhamos, sem manifestar, essa expectativa. Hoje é que percebo. Eis que me vem uma menina sapeca, cheia de vontades e temperamental. Linda e travessa, que precisa de limites constantemente. E é aí que fiquei pensando: como amar, da mesma maneira, dois seres completamente diferentes?<span id="more-451"></span> Quando um pai ou uma mãe diz que ama igualmente seus filhos, eu fico sem entender. O que é amar <em>igualmente</em>? Amar com a mesma intensidade? Como mensurar? Amar da mesma forma? Como identificar? Então, decidi assumir. Eu amo meus filhos diferentemente. Um amor é calmo, que me inspira confiança. O outro amor é arrebatado, que me desafia a cada instante. Se vocês me perguntarem se amo mais um que o outro, diria que não sei, porque são amores completamente distintos, que me despertam sentimentos distintos. Além do mais, como pesar o amor em relação a cada um? Vocês podem até me instigar: é &#8220;mais fácil&#8221; amar o mais calmo, mais tranquilo, mais conciliador e amoroso&#8230; Eu diria que é muito fácil amar João Marcelo. Ele é amado na escola, no judô, na natação, por todos os lugares que ele passa&#8230; Entretanto, não posso dizer que é mais fácil amá-lo do que amar Valentina, cheia de vida, de &#8220;argumentos&#8221; e de uma força admirável, do alto do seu 1 ano e quase 10 meses. Para ser completamente sincera, posso dizer que é mais fácil educá-lo. Aquela educação formal de que fazemos tanta questão. É mais fácil fazê-lo obedecer. É mais fácil convencê-lo ou &#8220;negociar&#8221; com ele&#8230; Mas isso é assunto para um outro post&#8230;</p>
<p>E vocês, como vivenciam esse amor pelos filhos? </p>
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		<title>De repente, 40&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Sep 2011 14:17:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christianne Alcantara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estórias de mães]]></category>
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		<category><![CDATA[sociedade]]></category>

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		<description><![CDATA[João Marcelo e Valentina, Hoje é 28 de setembro. Estou a um dia dos meus 40 anos. Alguns dizem que é um aniversário como outro qualquer. Para mim, não é. Saio dos 30 &#8211; uma boa década, como Balzac contou &#8230; <a href="http://www.coisademae.blog.br/reflexoes/de-repente-40/">Continue Lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.coisademae.blog.br/wp-content/uploads/2011/09/bolo-de-aniversário.gif"><img src="http://www.coisademae.blog.br/wp-content/uploads/2011/09/bolo-de-aniversário-150x150.gif" alt="" title="bolo de aniversário" width="150" height="150" class="alignleft size-thumbnail wp-image-484" /></a>João Marcelo e Valentina,</p>
<p>Hoje é 28 de setembro. Estou a um dia dos meus 40 anos. Alguns dizem que é um aniversário como outro qualquer. Para mim, não é. Saio dos 30 &#8211; uma boa década, como Balzac contou em &#8220;Mulher de trinta anos&#8221;. Sinto umas mudanças no corpo, acho que estou meio cansada também. Cansada de um pouco de tudo. Da sociedade hipócrita, da humanidade desumana, das dores que a vida me fez sentir&#8230; Cansada de não acreditar muito mais no ser humano&#8230; Mas, esta carta, meus filhos, que vocês vão ler um dia, não é para deixar qualquer desencanto registrado. É apenas para dizer que, quando faço um balanço dos meus &#8220;últimos&#8221; 40 anos, vocês aparecem como meu melhores feitos. As duas obras que eu deixo como legado. Para uma sociedade árida, deixo duas crianças cheias de amor. Espero que vocês cresçam assim. Amorosas. Para uma sociedade hipócrita, eu deixo duas crianças puras. Espero que vocês cresçam assim. Puras, mas sem muita ingenuidade (quero que vocês sobrevivam). Para uma sociedade infeliz, eu deixo duas crianças muito felizes. Espero que vocês cresçam assim. Contagiem a todos com alegria. Para uma sociedade descrente, eu deixo duas crianças cheias de fé. Tornem-se em adultos cheios de fé. Em vocês e nos outros (ultimamente, eu só tenho fé em vocês, mas queria muito que vocês fizessem diferente&#8230;). No balanço dos meus 40 anos, descobri que faço muito todos os dias. Deixo um legado razoável pra essa sociedade hostil e desigual. Dois projetos de cidadãos. Que vocês possam ajudar na transformação dessa sociedade&#8230; Será o meu pedido, antes de apagar as velinhas amanhã&#8230;   </p>
<p>Bjs.<br />
Mamãe</p>
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		<title>A aventura de viajar com crianças &#8211; Parte II</title>
		<link>http://www.coisademae.blog.br/dicas/a-aventura-de-viajar-com-criancas-parte-ii-2/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Sep 2011 00:05:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christianne Alcantara</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.coisademae.blog.br/wp-content/uploads/2011/09/PuraDiversaoDeIrmaos-450x6053.jpg"><img src="http://www.coisademae.blog.br/wp-content/uploads/2011/09/PuraDiversaoDeIrmaos-450x6053-150x150.jpg" alt="" title="PuraDiversaoDeIrmaos-450x605" width="150" height="150" class="alignright size-thumbnail wp-image-473" /></a>Quando eu era uma pré-adolescente, uma tia querida me deu o livro Pollyanna. Depois, o Pollyanna Moça. Clássico da literatura infanto-juvenil, a obra de Eleanor H. Porter concentra-se na ideia de que devemos ver tudo pelo lado positivo. A protagonista, Pollyanna, costuma jogar o &#8220;jogo do contente&#8221; e, por meio dele, enxerga nas situações mais difíceis algo positivo. Gosto da proposta, mas acho juvenil demais. Acredito mesmo que tudo tem suas vantagens e desvantagens. As desvantagens têm que ser analisadas e revistas para que sejam minimizadas. Não vou me repetir (leiam o post anterior): a viagem foi maravilhosa, mas cometi alguns equívocos que poderiam ter sido evitados&#8230; Viajei com João Marcelo, de 05 anos, e Valentina, de 1 ano e 9 meses. Vou deixar as dicas.<span id="more-467"></span><br />
<strong>Onde foi que eu acertei:</strong><br />
1. Preocupei-me com os horários dos vôos &#8211; busquei aqueles que se encaixavam mais ou menos na rotina da minha pequena. Foi perfeito. Ela dormiu durante quase todos os vôos de ida e de volta;<br />
2. Fiz um roteiro anterior dos lugares apropriados para as crianças, conferi dias e horários de funcionamento (ler post anterior). Com isso, ganhamos tempo e aproveitamos o máximo;<br />
3. Levei uma mochila (essa dica parece uma bobagem, mas me ajudou muito) e dentro colocava tudo (meu e dos meninos). Nada das minhas bolsas lindas (deixei a vaidade para uma viagem a sós com o maridão);<br />
4. Calça jeans e tênis foram as opções básicas e confortáveis para o dia a dia com as crianças (tudo bem que não resisti, em alguns momentos, e coloquei botas, mas baixas, bem baixinhas!);<br />
5. Respeitei as necessidades deles. Valentina estranhou nas quatro primeiras noites. Quebrei a rigidez e, quando ela acordava de madrugada, não tinha dúvidas:  dormia na cama com a gente (tudo bem que ficou um pouco apertado, mas é melhor do que ficar acordado);</p>
<p><strong>Onde foi que eu errei:</strong><br />
1. Não levei carrinho. Fui teimosa, contra todas as dicas que me deram, optei por não levá-lo (pensei que o carrinho é grande, ocupa espaço etc e tal). Resultado: ainda estou sofrendo com uma dor de coluna de tanto carregar Valentina (era tudo muito diferente e ela não queria sair dos meus braços);<br />
2. Levamos as crianças para um restaurante não muito apropriado (apertado e não tinha sequer um trocador. Tive o maior estresse com outra turista que queria usar o banheiro enquanto eu limpava Valentina). Resultado: almoço caro e tenso;<br />
3. Poderia ter preparado malas menores. Não foram enormes, mas poderiam ter sido ainda mais modestas. Resultado: Algumas roupas sequer foram usadas.<br />
4. Quanto à alimentação das crianças, poderíamos ter comprado mais frutas e feito piqueniques nos parques, por exemplo. Como os dois são alérgicos (um a leite e a outra a ovo), não tivemos muita opção. Os meninos se entupiram de batata frita e carne (base do cardápio argentino). Resultado: uma semana de alimentação pobre. Ainda bem que suco de laranja natural é comum por lá&#8230;</p>
<p>É bem verdade que as dicas não são excepcionais, beiram o óbvio mesmo, mas sempre é bom lembrar que a experiência dos outros pode, sim, servir de lição para algumas pessoas&#8230;</p>
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		<title>A aventura de viajar com crianças &#8211; Parte I</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Sep 2011 00:55:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christianne Alcantara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dicas]]></category>
		<category><![CDATA[Novidades]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
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		<category><![CDATA[diversão]]></category>
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		<description><![CDATA[Já se disse tudo sobre viajar com crianças. Ou quase tudo. Li relatos maravilhosos a respeito. Emocionantes mesmo. Eles são todos verdadeiros. Viajar com crianças é muito lúdico, uma aventura a cada instante. E, sim, em viagens com crianças, a &#8230; <a href="http://www.coisademae.blog.br/dicas/a-aventura-de-viajar-com-criancas/">Continue Lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.coisademae.blog.br/wp-content/uploads/2011/09/PuraDiversaoDeIrmaos-450x6052.jpg"><img src="http://www.coisademae.blog.br/wp-content/uploads/2011/09/PuraDiversaoDeIrmaos-450x6052-223x300.jpg" alt="" title="PuraDiversaoDeIrmaos-450x605" width="223" height="300" class="alignright size-medium wp-image-461" /></a>Já se disse tudo sobre viajar com crianças. Ou quase tudo. Li relatos maravilhosos a respeito. Emocionantes mesmo. Eles são todos verdadeiros. Viajar com crianças é muito lúdico, uma aventura a cada instante. E, sim, em viagens com crianças, a gente volta a ser criança. Vai a lugares que não iríamos caso estivéssemos cercados de adultos. Sorrimos muito mais. E nos impressionamos muito mais também. Com as nossas crianças e com a nossa capacidade de amá-los tanto. De sexta-feira (9) até ontem, eu e Marcelo embarcamos em uma grande aventura. Levamos João Marcelo e Valentina para um passeio em Buenos Aires. Nós já conhecíamos a cidade. Por um outro ângulo, é bem verdade. O planejamento foi bem diferente, para começo de conversa. Li o livro <strong>Buenos Aires com crianças</strong> e o blog http://buenosairesparaninos.blogspot.com. Queria as dicas. Museu das crianças, Museu das Ciências Naturais, Parque Temaiken, Jardim Japonês e por aí vai. <span id="more-454"></span>Devo dizer que adorei a programação. Em alguns momentos, devo dizer que gostei mais dos programas do que as próprias crianças. Foi maravilhoso. Principalmente, fiquei com a sensação de ter oportunizado a Valentina e, principalmente, a João Marcelo, devido à idade &#8211; já está com quase seis anos -, uma viagem para conhecer uma cidade, suas atrações e um pouco de sua cultura. Mas, com certeza, você já leu relatos semelhantes em outros blogs. O que você talvez não tenha lido (embora saiba) é que viajar com crianças, além de ser uma chance de nos aproximarmos um pouco mais dos nossos filhos, é trabalhoso. E aqui me deparo novamente com a minha insistência em não romantizar a maternidade ou paternidade. Quero também compartilhar as dificuldades de ser mãe. E isso não quer dizer que viajar com eles não seja maravilhoso. Até porque é. Esta é apenas a primeira viagem internacional de inúmeras que pretendemos fazer com eles. É verdade que viajamos muito com as crianças, mas pelos arredores de Pernambuco. Praia, serra. Ou estados próximos, como Paraíba, Alagoas, Rio Grande do Norte. Para tão longe, é a primeira vez. E a primeira vez, a gente nunca esquece. Viajar com eles é muito bom, mas exige ainda mais dedicação e maiores cuidados. Estamos em um lugar diferente, com hábitos diferentes. Hoje, vou parar por aqui. Mas escreverei novos posts sobre as dificuldades dessa viagem. Só para ajudar os pais que pretendem embarcar em uma aventura semelhante&#8230; </p>
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		<title>Em cada casa, um amor diferente</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Sep 2011 13:39:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Christianne Alcantara</dc:creator>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[comida]]></category>
		<category><![CDATA[prazer]]></category>
		<category><![CDATA[regras]]></category>

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		<description><![CDATA[Outro dia, minha mãe estava lá em casa. Como a maioria das avós, tentava burlar algumas regras para agradar o neto. Dessa vez, queria dar comida na boca do meu filho de cinco anos enquanto ele assistia televisão. João Marcelo &#8230; <a href="http://www.coisademae.blog.br/reflexoes/em-cada-casa-um-amor-diferente/">Continue Lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.coisademae.blog.br/wp-content/uploads/2011/09/televisão13.jpg"><img src="http://www.coisademae.blog.br/wp-content/uploads/2011/09/televisão13-e1315493880827.jpg" alt="" title="televisão" width="350" height="262" class="alignleft size-full wp-image-446" /></a>Outro dia, minha mãe estava lá em casa. Como a maioria das avós, tentava burlar algumas regras para agradar o neto. Dessa vez, queria dar comida na boca do meu filho de cinco anos enquanto ele assistia televisão. João Marcelo explicou:<br />
“Vovó, não posso comer no sofá, nem assistindo televisão. Mamãe não deixa.”<br />
Aproveitei a explicação dele e confirmei:<br />
“É a regra da casa, mãe”.<br />
Nem disse que João Marcelo já comia sozinho e que não precisava colocar a comida na boca dele. Ela respondeu, em tom de crítica:<br />
“Tu também, Christianne&#8230; Esses meninos não podem fazer nada&#8230; Eu deixava vocês comerem assistindo televisão&#8230;”<span id="more-420"></span><br />
Calei, dessa vez. Lembrei-me de imediato do quanto me empanturrava na frente da TV&#8230; Uma vez, comi uma bacia inteira de pitanga. Fiquei tão enjoada que até hoje não consigo sequer olhar para a fruta&#8230; Mas pensei também, sem externar, que em toda casa se ama diferente. Cada casa tem suas regras e essas regras não existem apenas para reprimir ou para punir. As regras são ingredientes do amor. Elas são construídas também para alimentar, nutrir com esse imenso amor que nós, pais, sentimos pelos nossos filhos. João Marcelo e Valentina não podem comer enquanto assistem televisão. Eu acredito que comer, assim como dormir ou tomar banho ou brincar, é um momento especial em que é preciso um ritual, dedicação. Para comer bem, é preciso saborear, sentir a textura do alimento, ter prazer&#8230; E como a gente neglicencia esse momento com fast food e corre corre&#8230; Eu acredito que comer automaticamente é prejudicial a esse momento de prazer. Acho mesmo que deveríamos comer como se faz uma oração&#8230; Na sua casa, pode ser diferente. Você vê as coisas de maneira diferente&#8230; Não ama mais ou menos seus filhos. Ama diferente e os nutre de um amor diferente. Nem maior, nem menor, nem melhor, nem pior. Em cada casa, um amor diferente.   </p>
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