Coisa de Mãe

1 de fevereiro de 2015

por Christianne Alcantara

Um animal de estimação em minha vida

Nós compramos uma cachorra. Nunca postei no blog, mas Frida Kahlo já tem 1 ano e 7 meses. Ela entrou nas nossas vidas quando tinha 3 meses. Eu não tive animal de estimação. Na verdade, eu tinha até medo de cachorro. Fui mordida por um quando tinha 6 anos. Mas achei que devia dar aos meus filhos a oportunidade de ter um animalzinho de estimação… Frida é uma West Highland White Terrier. Quem conhece sabe. Tem energia que vale por várias crianças juntas. E dá mais trabalho do que Valentina e João Marcelo juntos também. O fato é que eu comprei para as crianças, porém, entretanto, todavia, a cachorra se tornou mais minha do que de qualquer um lá em casa. E, claro, que meus filhos têm obrigações com ela, como providenciar a água, dar a comida, banho, adestrar, cuidar quando ela está doente, mas a verdade é que a maior parte das tarefas termina sendo de minha responsabilidade. Sim, há compensações: um amor incondicional, uma fidelidade literalmente canina… E algumas coisas que tenho aprendido durante o processo de adestramento, como “não adianta gritar”, “consistência é fundamental” e “ser firme nos comandos”. O que me faz pensar: qualquer semelhança com o “educar” é mera coincidência? Aceito opiniões a respeito…

28 de janeiro de 2015

por Christianne Alcantara

Esponjas e outras coisas mais

Valentina, minha filha de 05 anos, ouviu sobre o assunto. Ela não assiste TV aberta, mas, tudo bem, eu sou jornalista e o que não falta é jornal na minha casa: Jornal do Commercio, Diário de Pernambuco, Folha de Pernambuco (os três jornais locais) e Folha de São Paulo. Eu e Marcelo (o pai) comentamos política, cotidiano, quase tudo… O irmão de 09 anos, João Marcelo, também gosta de fazer suas incursões pelas páginas dos jornais, lendo as principais manchetes e até matérias. Então, sim, ela sabe que São Paulo está sofrendo uma crise de abastecimento d`água, embora ainda não esteja lendo. Mas eu não sabia que ela sabia. Hoje, quando fui dar o banho dela, pela manhã, havia pouca água saindo do chuveiro. Eu estranhei e pensei em voz alta:

- O que foi que aconteceu?

Abri a torneira da pia. Água em abundância. Voltei ao chuveiro. Pouca água. Ainda em voz alta de mim para mim mesma:

- Por que não tem água no chuveiro?

Ela olhou para mim séria e respondeu:

- Mãe, você não sabe não? São Paulo está pegando da nossa água porque lá não tem mais não…

Minha própria mãe sempre disse que crianças são esponjas. Agora entendo exatamente a associação.

29 de maio de 2014

por Christianne Alcantara

Eterno enquanto dure

Distraído, enrolado e tímido, mas sensivel, amoroso e gentil. É assim que a mãe define Thomás, que acaba de completar 8 anos. Aniversários são momentos em que nos remetemos ao passado. Quando se trata de mãe, o tempo pode ser um aliado ou um inimigo, depende da referência. Nas festas, ouço sempre os comentários: “Nossa, como o tempo passa… Ainda ontem, comemorávamos o primeiro aniversário…” O fato é que eles crescem. E nós costumamos ficar divididas entre o desejo de vê-los já grandes e a vontade de deter o tempo.
Por ocasião do aniversário, Fabiana, a mãe, vasculhou a memória e compartilhou uma história linda. Ela conta que nunca vai se esquecer de quando resolveu cortar o cabelo em estilo Chanel. Thomás tinha entre 4 e 5 anos. Em casa, todos fizeram comentários, menos ele. A mãe estranhou. Logo ele, que sempre tinha um elogio do tipo “mamãe, você está linda!”. No dia seguinte, como a opinião não saía, Fabiana não se controlou:
- Filho, você gostou do cabelo de mamãe?
Com a cabeça, ele respondeu negativamente.
- Mamãe ficou feia, foi?
E ele respondeu, imediatamente:
- Não, mamãe. Você é linda! Seu cabelo é que ficou feio.
E eu pergunto: como não amar? Que o tempo da delicadeza seja eterno para Thomás…

23 de maio de 2014

por Christianne Alcantara

Campanha #poenorotulo

Capa da página do Facebook que promove a campanha #poenorotulo

Quem me conhece sabe. Sou uma pessoa questionadora, engajada, que NUNCA se conforma. Em relação à alergia à proteína do leite de vaca que meu filho, João Marcelo, apresentou desde 1 mês e meio de vida, sem que tivesse ingerido leite artificial, fiz um movimento um tanto quanto diferente, de introspecção. Fui pesquisar, ler, procurar bons profissionais e tentar conviver com a doença enquanto procurávamos uma solução. No começo, era o leite materno o melhor remédio. Eliminei qualquer ingestão de leite de vaca ou derivados durante um ano para amamentar João Marcelo. Depois, ele ficaria bom com o tempo. Era só evitar que comesse leite ou derivados. Seguimos à risca. Em oito anos de vida, ele só teve dois escapes (situação em que a pessoa é exposta ao leite sem que se saiba que o alimento contém leite) em que precisou fazer uso de adrenalina. Finalmente, tive acesso a um tratamento que se chama imunoterapia ou dessensibilização. Mudamos para São Paulo e passamos 2 meses e 14 dias tratando João Marcelo (ele ainda está em tratamento, na verdade, só que agora em casa) com a médica Ana Paula Moschione Castro (ainda vou falar sobre o tratamento). O tratamento foi um sucesso. Não tenho palavras para descrever nem para agradecer. Mas isso é assunto para outro post. A verdade é que o movimento, lá em casa, foi interno. Não nos associamos a outras famílias com o mesmo problema, nem participamos de campanhas. Só agora, depois de João Marcelo ter superado o problema e estar fazendo uso de leite e derivados, procurei saber se há alguma campanha relacionada a alergias alimentares em geral. E encontrei! Uma página no Facebook criada por mães que têm em comum filhos com alergia alimentar pedem algo tão simples: informações claras nos rótulos dos alimentos sobre ingredientes alergênicos. Quando eu me lembro do quanto eu sofria lendo os rótulos para saber se João Marcelo poderia ou não comer tal produto… Nunca é tarde para nos engajarmos… #poenorotulo!!!!

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