Para Valentina, com esperança

Que os dias passem correndo e que você chegue repleta de luz e força. Que o seu olhar encontre o meu no primeiro momento. Que o seu choro se transforme em serenidade, ao ouvir minha voz. Que o meu peito possa matar sua fome e preencher sua carência de afeto e acalanto. Que sejamos próximas e cúmplices. Que o nosso amor seja recíproco e tranquilo. Que nos comuniquemos com um simples olhar. Que nossos gestos sejam de compreensão, não de intolerância. Que nos admiremos mutuamente, não como mãe e filha, mas como mulheres. Que tranformemos essa “delicada” relação entre mãe e filha em uma relação sem cerimônias. Que vivenciemos um grande encontro, enfim.

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Grude

João Marcelo, ontem, na hora de dormir, deitado ao meu lado, veio com essa: “Mãe, quero ficar grudado em você”. Depois de algum tempo, como que refletindo: “Será que aquela cola que eu uso nos meus ‘trabalhos’ cola gente?” É muita felicidade para uma mãe só, né não?

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Pedaço de mim

Há dias em que acordo bem, como hoje. Mas aí, as pessoas insistem em ser indelicadas e minha sensibilidade consegue destruir o meu escudo protetor. É quando fico assim, aos frangalhos.

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Crianças e adolescentes em pauta

 

 

 

 

 

 

 

 

Começa hoje e vai até amanhã, aqui no Recife, o I Simpósio de Desenvolvimento da Criança e do Adolescente. O evento será realizado no Mar Hotel, em Boa Viagem, e vai discutir temas como conflitos nas relações familiares, transtornos alimentares, déficit de atenção e hiperatividade. Segundo a organização do simpósio, o objetivo é “oferecer informações práticas e vivenciais, mediante uma comunicação aberta e interativa, enfocando temas contemporâneos”.  Mais informações pelo site www.horizontedh.com.br.

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As mães estão terceirizando a maternidade?

Esse é um debate que tem sido permanentemente exposto na mídia. Definitivamente, não acredito que as mães estejam terceirizando a maternidade. Pelo contrário, acho que as crianças nunca exerceram um papel tão central na vida familiar como atualmente. No livro “Ordem médica e norma familiar”, o psicanalista Jurandir Freire confirma aquilo que sabemos, historicamente: “O amor não era um pressuposto necessário à ligação conjugal”. Já “a mulher (…), submissa ao homem, não imaginava a importância que tinha na proteção às crianças”. Uma nova ordem doméstica surge, e a mulher passa a ser a responsável pela educação dos filhos (as). Passa a ter também um papel mais bem definido e autônomo. Se, antes, a mulher delegava às amas de leite os cuidados de que os filhos necessitavam, hoje, essa realidade não se repete no caso das babás. Acredito que elas (as babás) exerçam um papel operacional no dia a dia de um lar administrado por uma pessoa que, além de ser mãe, tem uma atividade profissional. Ainda por cima, não se esqueçam: É uma mulher! Tenho babá, preciso de babá, mas acho que elas estão em extinção. Só não concordo com essa visão - que só pode ser machista - de que o fato de precisarmos de babás indica nossa omissão no quesito maternidade. Ninguém acha, por exemplo, que “os pais estão terceirizando a paternidade”, embora a maioria passe o dia inteiro fora, trabalhando, e só tenha notícias do filho pela mãe ou nos finais de semana. Não me sinto menos mãe por necessitar de babá. Não fiz concurso para mulher-maravilha. Sou mãe. E faço o melhor que posso. Crio, educo meu filho, cuido dele, brinco, mas, preciso, sim, de babá. É ela quem faz a comida dele, lava as roupas, limpa o quarto e me permite estar com meu filho, com tranqüilidade e dedicação, sem estresse ou culpa, no horário da tarde, uma vez que abdiquei de uma jornada de trabalho full time para me dedicar a educá-lo. Ao mesmo tempo, é a babá que permite que eu exerça também o meu lado mulher, saindo à noite eventualmente com meu marido, enquanto meu filho fica em casa sob os cuidados de uma pessoa em quem confio e que convive conosco há mais de três anos. Portanto, a minha resposta à pergunta que não quer calar é “não, mães não terceirizam a maternidade porque resolvem ter babás”.

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